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terça-feira, 27 de novembro de 2012

SOCIALIZANDO!


No segundo semestre de 2012 deu-se inicio ao Apoio de Língua Portuguesa nas turmas de 5ª, 6ª e 8ª séries. Com o objetivo de trabalhar as dificuldades  frequentes dos alunos, tivemos um proveito significativo no desenvolvimento de cada um.

Com as turmas de 5ª e 6ª série trabalhamos pontuação, escrita e leitura, com atividades diárias, debates para dúvidas e espaço para que o  aluno apresente seus questionamentos e resposta das questões, que foram corrigidas coletivamente para um esclarecimento mútuo. Com a turma das 8ª devido ao SARESP que seria aplicado no fim do ano, o que mais foi trabalhado com eles foi  Artigos de Opinião, sua função e importância. Além disso, também trabalhamos a escrita, palavras desconhecidas do nosso vocabulário e estrutura textual.

Nesse projeto tivemos o apoio dos professores de Língua Portuguesa das turmas, que informava gradativamente a  evolução do aluno em sala, e opinava ( quando necessário) sobre o aprendizado de cada aluno, contribuindo significadamente para o alcance do objetivo do projeto.

Os alunos de forma geral se dedicaram ao projeto, revelaram suas dúvidas referentes á matéria, houve um grande aproveitamento da parte deles, pois á cada dia perceberam  a mudança que ocorreu após o inicio das aulas, o aumento de suas médias em sala, uma vez que eles se empenharam de maneira proveitosa.

Esse projeto trouxe para o ambiente escolar um novo horizonte para o ensino, a  necessidade do apoio, não por decadência, mas pela agregação de novos métodos de aprendizagem  mais ampla e diversificada, baseada nos conteúdos diários e acima de tudo, nas dificuldades encontradas em cada aluno.

Obrigado pela confiança e oportunidade.
Alessandra Pereira Borges

“Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo. Todos sabem alguma coisa; todos ignoram alguma coisa, por isso aprendemos sempre.”
(Paulo Freire)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Projeto: Literatura de Cordel


EE Deputado Gregório Bezerra
Município de Diadema- SP
5ª série/6º ano A
Professora: Nilza Lagercrantz

Justificativa:
A literatura de cordel faz parte do romanceiro popular do Nordeste e teve sua origem nos romances portugueses em versos, os quais surgiram em sua expressão oral sendo depois passados para a escrita. Foi nessa região,local de menor letramento de acesso mais difícil imprensa, que o cordel,essas narrativas em versos impressas em papel simples e penduradas num barbante, conhecido como cordel, encontrou terreno mais fértil para se propagar. ( Galvão 2001)
Abordar o tema Cordel na sala de aula simplifica refletir, entre outras coisas, sobre as concepções de leitura, literatura e ensino postos em prática no cotidiano das escolas. Seria propor uma forma de estimular os os alunos a enxergarem o que há por trás dessas produções textuais,não só no que diz respeito ao texto em si, mas com relação as vozes que ele traz consigo. Vozes essas capazes de expressar questões morais, políticas, sociais, econômicas e culturais. O aluno de hoje precisa enxergar o mundo além de si mesmo e a literatura de cordel pode contribuir para uma educação voltada para a realidade.
A partir desse momento torna-se mais fácil que o aluno se perceba como um ser pensante e crítico, capaz de compreender não só a si mesmo como também ao outro e, consequentemente , tornar-se apto a intervir na realidade, afim de mudá-la para melhor.

Objetivos:
  • Desenvolver a habilidade de leitura de textos poéticos;
  • Conhecer a  literatura de cordel do Nordeste;
  • Resgatar o conhecimento prévio do aluno;
  • Ler por prazer, compreendendo o conteúdo e a forma;
  • Analisar as  discussões;
  • Perceber as características poéticas sonoridade, ritmo, disposição na folha e no uso da margem;
  • Perceber que a língua falada difere da escrita;
  • Refletir sobre à Língua Portuguesa e os diferentes falares existentes no Brasil: o regionalismo;
  • Conhecer o trabalho de xilogravura de José Borges e o processo de leitura de xilogravuras;
  • Produzir poemas de acordo com as orientações apresentadas pelo professor;
  • Refletir sobre a atividade realizada;
  • Conhecer o cordel de Costa Sena;
  • Declamar o cordel, conforme orientações sugeridas.

Etapas do trabalho:
  • Dispor os alunos em círculos, na sala de aula, na biblioteca, no chão...
  • Iniciar efetuando questionamento sobre a temática e sobre o questionamento será feito através de brincadeiras como “Escravo de Jó “e “Batata Quente”;
  • Os alunos vão à biblioteca pesquisar a literatura de cordel;
  • Localizar no mapa do Brasil a região onde o cordel é mais presente;

Após a pesquisa de campo e o aprendizado sobre o cordel cada aluno irá produzir seus versos de cordéis com orientações sobre rimas já aprendidas e com o recurso da sala “acesso escola” digitarão seus versos de cordel para formar o seu folheto final,
Por fim, de toda a seqüência de atividades culminará numa apresentação coletiva, no pátio da escola, em grande estilo, onde os alunos apresentarão suas produções cantando seu trabalho para os colegas da classe e se for o caso para as turmas do período
Com os textos já elaborados, irão confeccionar os cordéis, ilustrado de acordo com a narrativa,
Criação e exposição de repentes na sala de aula;
Produções de xilogravuras no pátio da escola

Tempo previsto: 2 meses

Bibliografia:
Cordelliteraturad.disponivel em:WWW.guiape.com.br/culturais/literaturade cordel.html.acesso28/09/2006
Patativa do Assaré- Aqui tem coisa, Ed. Hedra.
Revista Nova Escola.
Sites Google.com sites projetosereflexões/home projetos pedagógicos/cordel-leitura.


Anexos - Produções e Imagens
Sequência do Trabalho

Painel


Cordelistas: Josafá e João Pedro
Cordel no Gregório
Eu sou o João
E eu o Josafá

Viemos aqui no Gregório
Pra modi estudá
E também bagunçá

Nas aulas de portugueis aprendê o BE A BÁ;
Nas aulas de matemática aprendé a contá
Nas aulas de ingleis o verbo to be traduzi,

E também nas aulas de historias o passado descobri
Nas aulas de cienciaso corpo humano entendê
Nas aulas de artes o desenho vou colori

E nas aulas de geografia  as mudanças do tempo compreendi!




Cordel dos alunos ( Joyce e Brenda)

Senhores e senhoras oh dona de casa
O cantado pede licença
Pra puxar viola na roda
Eu peço licença aos senhores
Pra cantar neste salão
Pois será de cantoria
Pois é a minha profissão
Agradeço a senhora Diretora Dona Raquel
Que é de muito bom coração
E também o seu Zé Roberto que é de muita boa educação
Agradeço também a Terezinha que fica lá na cozinha
Comida boa todo dia,com carinho e devoção
Agradeço aos professores por nos passar a educação
Agradeço também as inspetoras que nosso bem querem cuidar
Mas nós alunos ainda não conseguimos enxergar.
E agora vamos embora a mensagem já foi passada
Espero que os alunos o progresso possam ajudar
Amando nossa escola, e o futuro ganhar...l

Chegada dos cordelistas
OH de casa nobre gente
Nossas vozes escuteis
Pela banda do sertão  vão chegando os cantores
Pela banda do sertão vão chegando os cantadores
Oh de casa nobre gente, vossas mãos nos acolheis
Deus vos dê a recompensa a eterna salvação




Conhecendo a Xilogravura

Contribuição da Professora Cristina


Na antiguidade como não havia o papel, não existia impressão. Sem ter como fazer o registro, os povos passavam seus conhecimentos de uma geração a outra por meio das palavras, da oralidade. Os antigos escritos eram  feitos a mão, em um tipo de folha feita de pele de animais chamados pergaminhos e pertenciam à Igreja. Os religiosos possuíam o privilégio de poder ler as escrituras, por isso os mais cultos da época eram os padres e os monges. Esses religiosos eram conhecidos como iluministas. O papel foi inventado no ano 105 da nossa era pelos chineses  no Oriente e chegou à Europa no século 12 onde passou a ser fabricado permitindo que mais livros fossem feitos.

As ilustrações dos escritos eram feitas em pranchas de madeira cobertas com tintas e prensavam-nas sobre o papel. Era a introdução da Xilogravura.


Xilogravura do século 14, de autor desconhecido e colorida à mão.

Passo a passo da produção de uma xilogravura:

Xylon vem do grego e significa madeira. Graphein quer dizer escrever. Assim xilografia é a técnica de escrever em madeira, ou modo de usar bloco de madeira para impressão e cópias.
No século 14, não só os desenhos eram impressos, mas, também os textos passaram a ser gravados em um único bloco de madeira e o resultado da xilografia era tão perfeito que foram confundidos com os manuscritos. A matriz da madeira servia também para estampar tecidos, cartas de jogo e pequenos folhetos contendo imagem e uma pequena oração de santo, como a que existe no Museu de Manchester, a mais antiga matriz de madeira, que ilustra a lenda de São Cristovão. Ela data de 1423 e foi feita para ser gravada.
Fonte: “Ciência Hoje” das Crianças, 2ª Edição – Ano 10- número 76, páginas 20 – 23, A Primeira Impressão.






domingo, 10 de outubro de 2010

Dia 12 é dia da leitura, criançada!

Navegando pelo Portal Educarede, descobri que dia 12 de outubro, além de ser "Dia das Crianças" e "Dia de Nossa Senhora Aparecida", também é "Dia Nacional da Leitura". Segundo o Portal, o objetivo desse dia é aumentar ações de leitura para crianças e bebês. A novidade em 2010 é o lançamento de uma Biblioteca Virtual no hotsite da campanha que tem o EducaRede como um dos parceiros.
Segundo o portal,
"A data tornou-se oficial em todo o país em 2009, a partir da assinatura da Lei nº 11.899, pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, que instaurou, além do Dia Nacional da Leitura, também a Semana Nacional da Leitura e da Literatura. Para a sociedade brasileira chegar a essa importante conquista, um longo caminho foi percorrido. Desde 2006, o Instituto Ecofuturo, principal articulador desta iniciativa, vem escrevendo as páginas da história junto com diversos parceiros, por meio de ações que culminaram com a aprovação da lei.

Elas começaram em 2006, com a Primavera Ler é Preciso, para sensibilizar a sociedade sobre a importância de oferecer literatura para crianças desde a primeira infância, por meio de leitura de livros em voz alta. Em 2007 foi realizada a 2ª Primavera Ler é Preciso, com leituras públicas de clássicos da literatura universal durante o Corredor Literário, em São Paulo, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Em 2008, o Dia da Leitura já se tornara lei no Estado de São Paulo. Em 2009, tornou-se lei federal."

Participe você também e divulgue a campanha. Saiba como Aqui  
Conheça aqui o passaporte da leitura e escrita do Instituto Ecofuturo. São dicas ótimas para Pais, Educadores e quem for interessado em leitura.

Participe da campanha aqui no blog também. Diga pra gente:
  1. Alguém lê pra você em casa? Que tipo de texto? Que tipo de Livro?
  2. Alguém lê pra você na Escola?
  3. Você costuma ler para alguém ou prefere ler sozinho?
  4. Qual o seu cantinho preferido para leitura?

sábado, 9 de outubro de 2010

Escola que lê

A gente não aprende a ler, a gente se contamina...
O Projeto de Leitura da Rede pública Estadual de ensino, oferece uma oportunidade riquíssima aos professores e alunos de trabalhar leitura e interpretação textual forma diversificada, o que representa um grande avanço na educação, pois nem sempre é possível desenvolver essa prática de ensino na grade de ensino curricular.
 
Iniciamos o ano letivo de 2010 com leitura de livros oferecidos aos alunos, com o objetivo de ampliar o repertório literário, tivemos a oportunidade de conhecer "A distância das coisas", se deliciar com "A invenção de Hugo Cabret", "De repente, nas profundezas do Bosque".
Durante o Replanejamento, todos os professores tiveram a oportunidade de conhecer o novo acervo de livros enviados pela Secretaria de Educação. Houve um grande deslumbramento por parte dos professores, cada um queria levar um livro para ler.
Partindo para o início das aulas, foi lançado um desafio para os alunos: Essa é uma escola que lê?
Após um tempo, fizemos um levantamento das salas que mais frequentavam a biblioteca para tomar livros emprestados e quais os livros mais lidos pelos alunos.
Desse levantamento tivemos resultados surpreendentes. Segue abaixo a lista com as séries e o número de livros que leram de Julho a Setembro de 2010:

5ª Série: 645 livros
6ª Série: 639 livros
7ª Série: 208 livros
8ª Série: 137 livros

O incentivo à leitura é prioridade para muitos professores na nossa escola, acreditamos que a leitura pode levar o leitor onde e quando quiser.
Para atender essa demanda de leitura, a Secretaria de Educação investe todo ano em kits de livros do Programa Apoio ao Saber, segundo informação do site, "Para 2010, dentro do “Apoio ao Saber”, foram investidos R$ 56,1 milhões na aquisição de 10,6 milhões de exemplares, destinados a cerca de 3,5 milhões de alunos. A aquisição conta com 27 novos títulos, como “O Pagador de Promessas” (Dias Gomes), “Canto Geral” (Pablo Neruda), “O Quinze” (Rachel de Queiroz), “A Hora da Estrela” (Clarice Lispector) e “Eles Não Usam Black-Tie” (Gianfrancesco Guarnieri), além de coletâneas de poetas como Mário Quintana, Cecília Meirelles, Cora Coralina e Carlos Drummond de Andrade, entre outros. "




Dos livros que temos no acervo da Sala de Leitura, os livros mais procurados são:
Tchau (Lygia Bojunga),
Trilogia Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien),
Hilda Furacão (Roberto Drummond),
Coleção Harry Potter (J.K. Rowling),
Meus poemas Preferidos (Manoel Bandeira),
Lua Nova, Crepúsculo (Stephenie Meyer),
Era no Tempo do Rei (Ruy Castro),
A distância da Coisas (Flávio Carneiro),

O auto da Compadecida (Ariano Suassuna),  
Metamorfose (Franz Kafka),
Doces Venenos (Lidia R. Aratangy),
Atos Assombrosos (Eddie Dickens),
Cidades Mortas (Monteiro Lobato),
Encontro Marcado, A Mulher do Vizinho, As melhores histórias de Fernando Sabino (Fernando Sabino).

Parabéns aos nossos leitores e professores que fazem dessa escola, uma escola que lê.
Conte pra todos o que anda lendo, qual livro leu esse ano? O que tem a dizer sobre ele?

E se você gosta tanto de ler, precisa conhecer o "ORKUT de LIVROS", uma rede social só para leitores e amantes da literatura. Trata-se do SKOOB. É simples fazer o cadastro, é só clicar nesse link, depois em cadastrar e sair procurando os livros que você já leu e ir colocando na sua estante virtual.
Acredita que dá até pra saber quantas páginas você já leu na sua vida? Corre que tem um monte de leitores como você querendo trocar ideias lá.
Alunas em momento de escolha de livros



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Crônica

Gênero entre jornalismo e literatura


Alfredina Nery

Uma das mais famosas crônicas da história da literatura luso-brasileira corresponde à definição de crônica como "narração histórica". É a "Carta de Achamento do Brasil", de Pero Vaz de Caminha", na qual são narrados ao rei português, D. Manuel, o descobrimento do Brasil e como foram os primeiros dias que os marinheiros portugueses passaram aqui. Mas trataremos, sobretudo, da crônica como gênero que comenta assuntos do dia-a-dia. Para começar, uma crônica sobre a crônica, de Machado de Assis:

O nascimento da crônica
“Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e la glace est rompue está começada a crônica. (...)
(Machado de Assis. "Crônicas Escolhidas". São Paulo: Editora Ática, 1994)

Publicada em jornal ou revista onde é publicada, destina-se à leitura diária ou semanal e trata de acontecimentos cotidianos.
A crônica se diferencia no jornal por não buscar exatidão da informação. Diferente da notícia, que procura relatar os fatos que acontecem, a crônica os analisa, dá-lhes um colorido emocional, mostrando aos olhos do leitor uma situação comum, vista por outro ângulo, singular.
O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, dentre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia-a-dia comuns nas grandes cidades.
Jornalismo e literatura
É assim que podemos dizer que a crônica é uma mistura de jornalismo e literatura. De um recebe a observação atenta da realidade cotidiana e do outro, a construção da linguagem, o jogo verbal. Algumas crônicas são editadas em livro, para garantir sua durabilidade no tempo.
Leia a seguir uma crônica de um dos maiores cronistas brasileiros:

Recado ao Senhor 903


“Vizinho,
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito a repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor; é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois as 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada: e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.

[...] Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: ‘Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou’. E o outro respondesse: ‘Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela’.


E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.”
(Rubem Braga. "Para gostar de ler". São Paulo: Ática, 1991)

• Características das crônicas
A crônica é um texto narrativo que:
• É, em geral, curto;
• Trata de problemas do cotidiano; assuntos comuns, do dia a dia;
• Traz as pessoas comuns como personagens, sem nome ou com nomes genéricos. As personagens não têm aprofundamento psicológico; são apresentadas em traços rápidos;
• É organizado em torno de um único núcleo, um único problema;
• Tem como objetivo envolver, emocionar o leitor.
Assim como a fábula e o enigma, a crônica é um gênero narrativo. Como diz a origem da palavra (Cronos é o deus grego do tempo), narra fatos históricos em ordem cronológica, ou trata de temas da atualidade. Mas não é só isso. Lendo esse texto, você conhecerá as principais características da crônica, técnicas de sua redação e terá exemplos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

EE. DEPUTADO GREGÓRIO BEZERRA


PROJETO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS
CREUSMÁRIA SOUZA DE JESUS
PLANO ANUAL DE ENSINO 7ªs. SÉRIES
ANO: 2010
O projeto será apresentado em forma de narrativas, temas, leitura de livros, Crônicas, Contos, Poesias, jornais, revistas, jogral, dramatizações, reconto oral e escrito, leitura pela professora, leitura individual e em duplas pelos alunos (interpretativa), jogral, discussão a respeito da importância da Língua Portuguesa e suas variações. Nessas apresentações, alunos demonstram dúvidas e fazem depoimentos sobra a maneira como estudam e se familiarizam com a leitura, a escrita, o uso do dicionário, a ortografia e a interpretação de texto.

Será também feito sensibilizações com os adolescentes para a reflexão acerca de sua própria identidade, através da relação estabelecida com a sua família, com seus amigos e com seu entorno, comunidade pertencente e região (Diadema). Sua identidade social se estabelecerá a partir da reflexão do seu papel na comunidade e da construção de seus objetivos pessoais. Nesse momento será pedido aos adolescentes que respondam algumas perguntas, para que eles se conheçam melhor e a professora os conheça melhor também (Conhecendo Você/Quem sou eu?).

Justificativa:
Formar leitores interessados pela leitura, comprometidos com a pesquisa e que saibam interpretar textos e relaciona-los ao mundo em que vivem.

O projeto enfoca o ato de ler como ponto de partida para a construção do pensamento lógico e viabiliza a argumentação e a capacidade do aluno de construir suas relações diante do mundo que o cerca. Os textos possibilitam desenvolver habilidades cognitivas, sociais e emocionais que buscam a recriação intelectual, crítica e reflexiva dos problemas sociais. Além disso, permite a estruturação da autoestima, às vezes perdida ou fragilizada por problemas no decorrer da vida, por fatores socioeconômicos e familiares.

Materiais a utilizar:
Livros
Textos
CD/DVD
Cartazes
Fotografias
Jornais
Revistas
Textos específicos sobre meio-ambiente
Textos sobre crendices populares superstições

Objetivos:
Identificar a importância da leitura e da escrita com compreensão textual
Desenvolver o pensamento crítico por meio das habilidades comunicativas
Estimular o interesse pela leitura e pela escrita dentro dos diversos níveis de comunicação
Diferenciar as normas culta e coloquial por meio da leitura e da escrita
Identificação da ideia e suas relações
Identificação da ideia principal e da mensagem
Enriquecer o vocabulário ativo
Ampliar o texto (nas estruturas gramaticais e conhecimentos gerais) relacionado
Análise de textos
Desenvolver a expressão oral, escrita e corporal (encenações).
Paráfrase
Lendo também nos mantemos atualizados sobre assuntos do nosso bairro, de nossa cidade, do nosso País.
Observar, analisar e correlacionar fotos e situações do ponto de vista ambiental, visando garantir um meio-ambiente saudável e de boa qualidade de vida.
Perceber, apreciar e valorizar a diversidade natural e sociocultural, adotando posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural e étnico e cultural.

Metodologia:
No início da aula, apresentar aos alunos os tipos de linguagem por meio de jornais, revistas e/ ou cartazes, coma linguagem verbal, não-verbal e a mista, mímicas, músicas, textos com padrão culto da língua e de uso coloquial. Além disso, pedir para os alunos levarem fotografias de momentos especiais da vida de cada um (inclusive o professor), que lembre uma passagem ou história interessante vivida por eles.

O primeiro momento será de trocar as fotografias com os colegas e ver se cada um descobre a história que está por trás da foto e depois escrever essa história.
Após esse período de escrita, os alunos lerão para a turma o que escreveram sobra a fotografia e compararão com a história real da fotografia do colega.

Posteriormente, poderá ser dado aos alunos textos, ou exibir CD/DVD para que os alunos identifiquem superficialmente os níveis de comunicação e a importância da leitura e da escrita.

Depois de pedir aos alunos identificarem as palavras no texto em que eles sentiram dificuldade na escrita e pesquisar no dicionário a ortografia corrente – o professor, então poderá fazer comentários sobre as convenções gramaticais.

Para consolidar as explicações sobre as convenções gramaticais, a sugestão é dividir a sala em duas equipes e desenvolver uma disputa de palavras com ortografia mais difícil.

Também serão utilizadas outras modalidades, tais como:
• Leitura silenciosa
• Leitura dramatizada
• Leitura compartilhada
• Jogral
• Roda de leitura
• Reconto oral
• Espichando a história
• Leitura de jornais e revistas
• Paráfrase
• Interpretação de textos

Interação com o grupo:
Dividir os alunos em grupos, para dramatizar uma música somente com mímicas com o apoio de cartazes que utilizem a linguagem verbal, não-verbal e a mista.
Depois cada grupo apresentará seu trabalho para os colegas de sala e/ou professores.


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RELATÓRIO DAS AULAS NAS SÉTIMAS SÉRIES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA EE. DEP. GREGÓRIO BEZERRA

No primeiro bimestre, trabalhei com os alunos, os tipos de linguagens, tipos de textos, fiz a leitura interpretativa de alguns contos. Depois pedi que os alunos lessem individualmente. Depois foi pedido reconto oral, reescrita, continuando a história.

Um dos contos que eles gostaram bastante foi: Da lenda do preguiçoso, que trata de crendices e superstições populares. Além da leitura pela professora, pelos alunos, reconto oral e reescrita, pedi aos alunos que fizessem uma pesquisa junto a seus pais sobre crendices, lendas e superstições.

É uma forma de resgate de nossas tradições populares, tema tão rico. Afinal, é exatamente assim que a cultura popular se alimenta; das lembranças, da oralidade, da transmissão de rezas, simpatias, receitas e histórias.É também uma forma de interação com os pais e familiares.

A princípio, os alunos estavam poucos receptivos, não queriam escrever, tinham vergonha de se expressar para a sala, no caso do reconto oral; não queriam ler em voz alta e muito menos escrever. Aos poucos, com muita conversa a respeito da importância de se comunicar, de saber se expressar, de se fazer entender, da maravilha que é nossa Língua Portuguesa, eles começaram a se soltar, e a ler baixinho, só para a professora (já é um começo...).

No segundo bimestre senti uma sensível melhora, perderam a vergonha de se expressarem, a maioria conseguiu ler em voz alta, recontaram e reescreveram alguns contos, fizeram leitura interpretativa de algumas crônicas, o que, por sinal, eles gostaram muito, pois escolhi algumas em que havia diálogos, onde eles puderam fazer a interpretação. Em algumas salas, os alunos gostaram tanto que fizeram os diálogos mais de uma vez, houve até disputas, de quem fazia com quem, quem lia e interpretava melhor do que outro, para ficarem juntos. Foi muito proveitoso, e pretendo dar continuidade no próximo bimestre.

Em outro momento trabalhei com os alunos o Conhecendo você/Quem sou eu? - que é o início de um tema muito importante: identidade - Quem sou eu? É uma pergunta que devemos responder a partir da reflexão de nossos atos, de nossos pensamentos, de como nos relacionamos com as pessoas e conosco mesmo.

O que queremos para o futuro depende de como agimos e do que somo hoje.

Perguntei às classes se eles já haviam parado para pensar no seu dia. Em como tratam seus pais, seu amigos.

A resposta de quem você é está dentro de você, e o passo mais importante é admitir seus erros e procurar melhorar-se. Estar em paz consigo mesmo e com os outros, requer mudanças dentro e fora de nós, o primeiro passo é aceitar que nos não somos perfeitos e precisamos mudar.

Ainda em identidade, discutimos angústias existenciais, identificações, aprovação dos outros- ser aceito – valorizado – reconhecido, identidade profissional/pessoal/ocupacional (responsabilidade da escolha profissional).

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Que país é esse?

Análise Literária - A Realidade na Literatura e na Música
Turma: 3ºC
Disciplina: Parte Diversificada - Códigos e Linguagens
Professora: Jaqueline Flores

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As Belezas Do Brasil - A música na Literatura

Análise Literária - A Realidade na Literatura e na Música
Turma: 3ºC
Disciplina: Parte Diversificada - Códigos e Linguagens
Professora: Jaqueline Flores

A música na Literatura - Tempo de ser Feliz

Vídeo apresentado por alunos do 3ºA na Aula de Apoio à Continuidade dos Estudos - Códigos e Linguagens. Esse Vídeo foi criado para mostrar o que o compositor da música pensa de nosso país e o apelo que faz para que cuidemos e não destruamos aquilo que é nosso!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

PROJETO APRENDENDO COM A LITERATURA


EE DEPUTADO GREGÓRIO BEZERRA

JAQUELINE FLORES DOS SANTOS

PROJETO APRENDENDO COM A LITERATURA
LEITURA
DIADEMA

2009

PLANO BIMESTRAL DE ENSINO                 5ª SÉRIE E F ( A, E )                                    
 ANO: 2009
 Carga Horária Semanal: 02h/a                  Carga Horária Bimestral: 18h/a
Apresentação:
 O Projeto de Leitura da Rede pública Estadual de ensino, está trazendo uma oportunidade riquíssima aos professores e alunos de trabalhar leitura e interpretação textual de uma forma diversificada, o que representa um grande avanço na educação, pois nem sempre é possível desenvolver essa prática de ensino na grade de ensino curricular. Trata-se de um projeto de enriquecimento curricular a ser desenvolvido em duas horas/aula semanais, em que se dará ênfase a ampliação da competência leitora dos alunos do Ciclo II do Ensino Fundamental.
O Projeto é uma proposta de trabalho que visa enfatizar a leitura de diversos gêneros como, os Clássicos da Literatura, poemas, romances, crônicas e contos.
Diante dessa preocupação, a SEE, assumiu compromissos com as escolas do Ciclo II do Ensino Fundamental, distribuindo kits de livros direcionados especificamente para cada série com títulos diferenciados.
O trabalho do professor dentro desse projeto será diferenciado, o mesmo deverá ler com os alunos, ler para eles, proporcionar situações em que deverão interpretar oralmente, dramatizar os textos, que preparem saraus literários e outras atividades que permitam explorar os jogos de linguagem.
                                                                                                                                                  
Justificativa:
Quem conhece as avaliações realizadas pela Secretaria da Educação de São Paulo, assim como outras que são organizadas a nível nacional, vêm sinalizando a necessidades de criar e até ampliar espaços na escola para o desenvolvimento da prática de leitura compreensiva e da escrita dos alunos.
Várias são as iniciativas em fase de execução, entre os quais o projeto Ler e Escrever, que busca recuperar alunos com dificuldades de aprendizagem, com aulas de reforço fora do horário escolar. A Proposta Curricular de São Paulo também tem como um dos principais objetivos a prioridade da competência de leitura e escrita em todas as áreas. Sendo assim, prioriza a leitura e a escrita no currículo da educação básica, tendo como fundamento a centralização da linguagem no desenvolvimento da criança e do adolescente.
Esse trabalho com a leitura que está sendo desenvolvido vem suprir a necessidade de seduzir o aluno para a leitura de diferentes textos que compõem o repertório literário, as obras de autores mais consagrados, como Gonçalves Dias e autores contemporâneos como Erico Verissimo, de tal forma que se perceba a riqueza dos diversos estilos de linguagens.
A escola do Ciclo II tem um papel decisivo na ampliação da competência leitora dos jovens, pois é nessa fase que os alunos, ou desistem de ler, por não conseguirem responder as demandas de leitura colocadas pela escola.
A nossa intenção é formar leitores interessados pela Literatura, comprometidos com a pesquisa e que saibam interpretar textos e relaciona-los ao mundo em que vivem.

Produto Final:
Ø  Antologia de contos selecionados pelos alunos (Monteiro Lobato)
Ø  Releitura de alguns contos
Ø  Mural elaborado pelos alunos relacionados às leituras realizadas

Objetivos:
Gerais: Possibilitar o desenvolvimento da leitura em toda a sua extensão de texto, reforçar a apresentação dos gêneros textuais, formar um senso crítico e formar alunos transformadores de linguagem.
Específicos:
Possibilitar ao aluno a compreensão do texto nos níveis:
Ø  Textual: analisar um texto como um todo.
Ø  Fonológico: o que falar e como falar, entonação de voz, pontuação e ritmo do texto.
Ø  Morfológico: proporcionar a descoberta da riqueza dos novos vocábulos apresentados.

Conteúdo Programático:
Para desenvolvimento do projeto, serão utilizados os seguintes livros:
Ø  Reinações de Narizinho – Monteiro Lobato (volumes 1 e 2)
Ø  I - Juca Pirama e os Timbiras – Gonçalves Dias
Ø  Comédias para se ler na escola – Luis Fernando Veríssimo

Materiais utilizados:
A fim de auxiliar no desenvolvimento do trabalho, serão utilizados os materiais abaixo:
Lousa e giz, caderno do aluno, cartolina, aparelho de DVD, aparelho de som, data-show.
Metodologia:
 A metodologia utilizada será especificamente a leitura em diversas modalidades:
Ø  Leitura silenciosa;
Ø  Leitura compartilhada;
Ø  Leitura com agrupação;
Ø  Leitura colaborativa;
Ø  Leitura dramatizada;
Ø  Releitura;
Ø  Interpretação.

Instrumentos de Avaliação:
O aluno será avaliado, continuamente, por meio de leituras e produções textuais individuais e em grupos, pesquisas e apresentação de seminários, de dramatizações, jogral, e textos para divulgação para os outros colegas.
Leituras socializadas para diferentes públicos: pais, professores, colegas de outras salas e funcionários da escola.
Os alunos elaborarão trabalhos a serem expostos nos murais da escola.
 Materiais de Apoio Pedagógico
·         Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa /Coord. Maria Inês Fini. – São Paulo: SEE, 2008.
·         VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola; Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
·         DIAS, Gonçalves. I-Juca Pirama e os Timbiras; São Paulo: Escala Educacional, 2008.
·         LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho, volume 1; ilustrações Paulo Borges. – 2ª ed. – São Paulo: Globo, 2008.
·         LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho, volume 2; ilustrações Paulo Borges. – 2ª ed. – São Paulo: Globo, 2008.
·          www.saopaulofazescola.sp.gov.br (acesso em 05 de março de 2009)



PROJETO APRENDENDO COM A LITERATURA


EE DEPUTADO GREGÓRIO BEZERRA

JAQUELINE FLORES DOS SANTOS

PROJETO APRENDENDO COM A LITERATURA
LEITURA
DIADEMA

2009

PLANO BIMESTRAL DE ENSINO                 5ª SÉRIE E F ( A, E )                                    
 ANO: 2009
 Carga Horária Semanal: 02h/a                  Carga Horária Bimestral: 18h/a
Apresentação:
 O Projeto de Leitura da Rede pública Estadual de ensino, está trazendo uma oportunidade riquíssima aos professores e alunos de trabalhar leitura e interpretação textual de uma forma diversificada, o que representa um grande avanço na educação, pois nem sempre é possível desenvolver essa prática de ensino na grade de ensino curricular. Trata-se de um projeto de enriquecimento curricular a ser desenvolvido em duas horas/aula semanais, em que se dará ênfase a ampliação da competência leitora dos alunos do Ciclo II do Ensino Fundamental.
O Projeto é uma proposta de trabalho que visa enfatizar a leitura de diversos gêneros como, os Clássicos da Literatura, poemas, romances, crônicas e contos.
Diante dessa preocupação, a SEE, assumiu compromissos com as escolas do Ciclo II do Ensino Fundamental, distribuindo kits de livros direcionados especificamente para cada série com títulos diferenciados.
O trabalho do professor dentro desse projeto será diferenciado, o mesmo deverá ler com os alunos, ler para eles, proporcionar situações em que deverão interpretar oralmente, dramatizar os textos, que preparem saraus literários e outras atividades que permitam explorar os jogos de linguagem.
                                                                                                                                                  
Justificativa:
Quem conhece as avaliações realizadas pela Secretaria da Educação de São Paulo, assim como outras que são organizadas a nível nacional, vêm sinalizando a necessidades de criar e até ampliar espaços na escola para o desenvolvimento da prática de leitura compreensiva e da escrita dos alunos.
Várias são as iniciativas em fase de execução, entre os quais o projeto Ler e Escrever, que busca recuperar alunos com dificuldades de aprendizagem, com aulas de reforço fora do horário escolar. A Proposta Curricular de São Paulo também tem como um dos principais objetivos a prioridade da competência de leitura e escrita em todas as áreas. Sendo assim, prioriza a leitura e a escrita no currículo da educação básica, tendo como fundamento a centralização da linguagem no desenvolvimento da criança e do adolescente.
Esse trabalho com a leitura que está sendo desenvolvido vem suprir a necessidade de seduzir o aluno para a leitura de diferentes textos que compõem o repertório literário, as obras de autores mais consagrados, como Gonçalves Dias e autores contemporâneos como Erico Verissimo, de tal forma que se perceba a riqueza dos diversos estilos de linguagens.
A escola do Ciclo II tem um papel decisivo na ampliação da competência leitora dos jovens, pois é nessa fase que os alunos, ou desistem de ler, por não conseguirem responder as demandas de leitura colocadas pela escola.
A nossa intenção é formar leitores interessados pela Literatura, comprometidos com a pesquisa e que saibam interpretar textos e relaciona-los ao mundo em que vivem.

Produto Final:
Ø  Antologia de contos selecionados pelos alunos (Monteiro Lobato)
Ø  Releitura de alguns contos
Ø  Mural elaborado pelos alunos relacionados às leituras realizadas

Objetivos:
Gerais: Possibilitar o desenvolvimento da leitura em toda a sua extensão de texto, reforçar a apresentação dos gêneros textuais, formar um senso crítico e formar alunos transformadores de linguagem.
Específicos:
Possibilitar ao aluno a compreensão do texto nos níveis:
Ø  Textual: analisar um texto como um todo.
Ø  Fonológico: o que falar e como falar, entonação de voz, pontuação e ritmo do texto.
Ø  Morfológico: proporcionar a descoberta da riqueza dos novos vocábulos apresentados.

Conteúdo Programático:
Para desenvolvimento do projeto, serão utilizados os seguintes livros:
Ø  Reinações de Narizinho – Monteiro Lobato (volumes 1 e 2)
Ø  I - Juca Pirama e os Timbiras – Gonçalves Dias
Ø  Comédias para se ler na escola – Luis Fernando Veríssimo

Materiais utilizados:
A fim de auxiliar no desenvolvimento do trabalho, serão utilizados os materiais abaixo:
Lousa e giz, caderno do aluno, cartolina, aparelho de DVD, aparelho de som, data-show.
Metodologia:
 A metodologia utilizada será especificamente a leitura em diversas modalidades:
Ø  Leitura silenciosa;
Ø  Leitura compartilhada;
Ø  Leitura com agrupação;
Ø  Leitura colaborativa;
Ø  Leitura dramatizada;
Ø  Releitura;
Ø  Interpretação.

Instrumentos de Avaliação:
O aluno será avaliado, continuamente, por meio de leituras e produções textuais individuais e em grupos, pesquisas e apresentação de seminários, de dramatizações, jogral, e textos para divulgação para os outros colegas.
Leituras socializadas para diferentes públicos: pais, professores, colegas de outras salas e funcionários da escola.
Os alunos elaborarão trabalhos a serem expostos nos murais da escola.
 Materiais de Apoio Pedagógico
·         Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa /Coord. Maria Inês Fini. – São Paulo: SEE, 2008.
·         VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola; Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
·         DIAS, Gonçalves. I-Juca Pirama e os Timbiras; São Paulo: Escala Educacional, 2008.
·         LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho, volume 1; ilustrações Paulo Borges. – 2ª ed. – São Paulo: Globo, 2008.
·         LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho, volume 2; ilustrações Paulo Borges. – 2ª ed. – São Paulo: Globo, 2008.
·          www.saopaulofazescola.sp.gov.br (acesso em 05 de março de 2009)



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