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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

COMPARTILHANDO.....!!

MELHOR QUALIDADE PARA A ESCOLA PÚBLICA
          CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Para melhorar o ensino no Estado de São Paulo a Secretaria de Estado da Educação implementa a REORGANIZAÇÃO NAS ESCOLAS. O objetivo é melhorar o aprendizado das crianças e dos jovens. 

QUAL É A MUDANÇA NA EDUCAÇÃO? Seu filho ficará em uma escola com colegas da mesma idade. Isso vai melhorar a convivência entre os estudantes, diminuindo conflitos e violência decorrentes das diferenças de idades e interesses.
Os professores serão dispensados? Não! Os professores terão todos os direitos garantidos e a sua jornada de trabalho em uma só escola.
Serão fechadas escolas? Não, onde houver ociosidade, os prédios públicos serão destinados exclusivamente às creches e Escolas Técnicas.
A nova escola vai ser longe? A nova escola que o aluno deverá frequentar não poderá ter uma distância de mais de 1,5 Km (ou 15 quadras) de sua escola antiga.
Tem risco de não ter vaga para meu filho?  NÃO!  Todos os estudantes têm vaga garantida. Com a reorganização, o Estado vai criar mais 754 escolas de ciclo único, focadas em uma única faixa etária.
Antes da reorganização, a Secretaria ouviu a comunidade? A comunidade escolar foi ouvida por meio de seus representantes, visando atender melhor a população. Houve participação dos Grêmios, Conselhos Escolares e as APMs (Associações de Pais e Mestres).

- TENHO DÚVIDAS  SOBRE A REORGANIZAÇÃO, PARA QUEM PERGUNTAR?
Mande e-mail para infoeducacao@educacao.sp.gov.br ou ligue para  08007700012


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Saresp

Parabéns alunos pela expressiva participação no Saresp! 
"Acreditamos na sua capacidade de mudar a nossa sociedade para melhor" 
Equipe Gregório Bezerra 


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Relatório Acessa Escola

Relatório Acessa Escola-1 °Semestre

Foi solicitado pela direção da Escola Estadual Deputado Gregório Bezerra que eu Joyce Cintra Cirilo Estagiaria da sala do Acessa Escola fizesse uma breve avaliação relatando, sobretudo os pontos positivos e negativos do uso cotidiano feito por alunos e professores. Lembrando que o Acessa Escola é um programa do Governo do Estado de São Paulo e desenvolvido pelas Secretarias do Estado da Educação e Gestão Publica, sob coordenação da FDE, tem como principal objetivo promover a inclusão digital e social dos alunos, professores e funcionários da rede publica estadual.
Indubitavelmente o primeiro semestre deste ano foi, sobretudo uma ótima experiência não só pra mim, mais também para os alunos.

Porem no decorrer do tempo foi aparecendo diversos problemas técnicos que acabou por complicar a convivência entre alunos e estagiário. Basicamente toda semana aparecia algum problema com os computadores: desligavam sozinhos, travavam com muita freqüência e problemas também com a rede de internet, são essas complicações que dificultaram o desenvolvimento de algumas atividades na sala do acessa e essas são reclamações feitas pelos alunos. Durante um mês nenhuma atividade pode ser executada por conta da demora ao atendimento dos técnicos da FDE.

No entanto todos os professores tiveram a oportunidade de desenvolver suas atividades disciplinares, fazendo com que os alunos fizessem pesquisas de acordo com cada matéria, os professores intercalaram as pesquisas com as atividades da apostila e jogos educativos beneficiando aos alunos e a eles mesmos, pois o acesso a internet facilitava o desenvolvimento do trabalho em sala de aula, durante as pesquisas os alunos tiravam algumas duvidas diretamente com os professores fazendo com que as aulas fossem muito mais proveitosas, através da Sala do Acessa as aulas ficaram mais divertidas e estimulantes.
Portanto, digo que apesar das muitas dificuldades pudemos realizar na sala todas as atividades propostas, contando sempre a contribuição dos alunos e professores.


                                          Estagiaria Joyce Cintra Cirilo

terça-feira, 23 de julho de 2013

NOTICIA

Diário do Grande ABC Anterior Vendas no varejo da zona do euro sobem 1,0% em maio Próxima Venda de carros fecha semestre em alta
Publicado em quarta-feira, 3 de julho de 2013 às 07:00
Eletropaulo prevê 200 podas de árvore por dia na região

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC


Até dezembro, a AES Eletropaulo promete realizar a poda de 40 mil árvores nas sete cidades da região, média de 200 cortes por dia. O trabalho preventivo integra plano de investimento de R$ 3,2 bilhões no Grande ABC até 2017. Entre outras ações, está a inspeção e modernização da rede, além da ampliação dos canais de atendimento ao cliente.
A queda de galhos e troncos sobre a rede elétrica é o principal fator que provoca interrupções de energia em dias de chuva forte. Em 2012, foram realizadas 54 mil podas na região. A distribuidora podou 20 mil árvores até junho. De acordo com o diretor de operações e planejamento, Otávio Luiz Rennó Grilo, a queda de árvores pode danificar até três postes de uma vez, o que interfere diretamente no tempo em que o consumidor ficará sem energia elétrica.
De acordo com a empresa, o tempo médio para restabelecimento após queda de árvore varia conforme o tipo de ocorrência. Isso porque a remoção da árvore é feita pelo Corpo de Bombeiros e, após liberação da área por parte da Defesa Civil, os técnicos da AES Eletropaulo iniciam a religação da rede.
Na parte de manutenção, a AES Eletropaulo realizou a inspeção de 950 quilômetros de rede no Grande ABC. O trabalho consiste na troca de equipamentos, como postes e cruzetas. Atualmente, a distribuidora tem cerca de 994 mil clientes na região, entre residencial, industrial, comercial e comunidades.
Dentro de seu plano de modernização, a empresa afirma ter instalado cerca de 57 quilômetros da rede mais resistente na região. A fiação diminui o impacto da queda de galhos e árvores na rede elétrica e evita os desligamentos. “Todo nosso investimento é em tecnologia, com objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população”, comenta Grilo.
Outro investimento foi a implementação de 487 religadores no Grande ABC. Os equipamentos são responsáveis por religar automaticamente a rede após quedas de energia, de forma instantânea. “Quando galhos batem nos fios e a rede é desligada, essa tecnologia permite que ela seja acionada automaticamente.
Com isso, não preciso deslocar equipe até o local”, explica o diretor de operações e planejamento. A AES Eletropaulo tem 3.000 equipamentos do tipo instalados em toda sua área de concessão.
Atendimento
Na área de atendimento ao cliente, a distribuidora garante ter ampliado o call center. O número de funcionários passou de 400 para 850. Já a quantidade de chamadas recebidas foi ampliada de 2.000 para 54 mil por hora. Houve reforço, ainda, no sistema de SMS, que está preparado para receber 100 mil mensagens de texto diariamente.

O Centro de Operações da Distribuição da AES Eletropaulo recebeu R$ 40 milhões em investimento em modernização. O espaço, inaugurado em janeiro, permite melhora no trabalho de supervisão da rede de energia elétrica, gestão do atendimento às ocorrências e dá maior agilidade no deslocamento das equipes entre os 24 municípios localizados dentro da área de concessão.
Cerca de 200 funcionários divididos em três turnos são responsáveis pelo monitoramento durante 24 horas das 152 subestações digitalizadas da distribuidora, 54 linhas de distribuição e 1.746 circuitos de distribuição de energia elétrica. São cerca de 6,5 milhões de clientes atendidos pela concessionária.
O local conta com sala de monitoramento das condições climáticas por meio de satélites e das 11 estações meteorológicas próprias da AES Eletropaulo, sendo três no Grande ABC – duas em Santo André e uma em Ribeirão Pires. “Essa sala do avaliador nos fornece informações sobre o grau da chuva, se precisa de mais equipes ou mais técnicos na rua”, observa o diretor de operações e planejamento, Otávio Luiz Rennó Grilo.

Os operadores têm condições, ainda, de monitorar o consumo de energia em tempo real, além do trânsito e os desligamentos programados, para supervisionar as equipes que executam os trabalhos de campo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CONTO: A velhinha contrabandista

A velhinha contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.

  Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta http://www.casadobruxo.com.br/poesia/s/sergio19.htm acesso 15/07/2013

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CONTO: O Cabloco, O Padre e o Estudante.

O Cabloco, O Padre e o Estudante.

Um estudante e um padre viajavam pelo sertão, tendo como bagageiro um cabloco. Deram-lhes numa casa um pequeno queijo de cabra. Não sabendo como dividi-lo, Mesmo porque chegaria um pequenino pedaço para cada um, o padre resolveu que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios. Todos aceitaram e foram dormir. Á noite, o cabloco acordou, foi ao queijo e comeu-o. Pela manhã, os três sentaram a mesa para tomar café e cada qual teve de contar se sonho. O frade disse ter sonhado com a escada de Jacob e descreveu-a brilhantemente. Por ela, ele subia triunfalmente para o céu.  O estudante, então, narrou que sonhara já dentro do céu á espera do padre que subia. O cabloco sorriu e falou:
-Eu sonhei que via seu padre subindo a escada e seu doutor lá dentro do céu , rodeado de amigos. Eu ficava na casa e gritava:
-Seu doutor, seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo.
Então, vosmincês respondiam de longe, do céu:
- Come o queijo, cabloco! Come o queijo, cabloco! Nós estamos no céu, não queremos queijo. O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, levantei-me, enquanto vosmincês dormiam, e comi o queijo...

Colhida no ceará, Gustavo Barroso, Ao som da viola, Rio de janeiro, 1921, p.413.

Contos tradicionais do Brasil, Luís da Câmara Cascudo.

CONTO: A MENINA DOS BRINCOS DE OURO

A MENINA DOS BRINCOS DE OURO

U’ a mãe, que era muito severa para os filhos, fez presente a sua filhinha de uns brincos de ouro. Quando a menina ia à fonte buscar água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de uma pedra.
Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu a cabaça e voltou para casa, esquecendo se dos brincos. Chegando lá,encontrou um velho muito feio que a agarrou,botou nas costas e levou consigo. O velho pegou a menina, meteu dentro de um surrão, coseu o surrão e disse à menina que ia sair com ela de porta em porta para ganhar a vida e que, quando ele ordenasse,ela cantasse dentro do surrão senão ele bateria com o bordão. Em todo o lugar que chegava, botava o surrão no chão e dizia
Canta, canta meu surrão,
Senão te meto este bordão.
E o surrão cantava:
Neste surrão me meteram
Neste surrão hei de morrer,
Por causa de uns brincos d’ouro
Que na fonte eu deixei.
Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho. Quando foi um dia, ele chegou à casa da mãe da menina que reconheceu logo a voz da filha. Então convidaram o velho para comer e beber e, como já era tarde, instaram muito com ele para dormir. De noite, como ele tinha bebido demais, ferro num sono muito pesado. As moças foram, abriram surrão e tiraram a menina, encheram o surrão de excrementos.
No dia seguinte ,o velho acordou,pegou no surrão, botou as costas e foi-se embora. Adiante em uma casa, perguntou se queriam ouvir um surrão cantar. Botou o surrão no chão e disse:
Canta, canta meu surrão
Senão te meto este bordão.
Nada. O surrão calado. Repetiu ainda. Nada. Então o velho meteu o cacete no surrão que se arrebentou todo e mostrou a peça que as moças tinham pregado no velho, o qual ficou possesso.
Nina Rodrigues  ‘‘Os Africanos no Brasil”,São Paulo,1993,p.286.
Livro Contos Tradicionais do Brasil
Ano: 2004
Edição: 13º São Paulo
Editora: Global

Páginas: 135 e 136 

CONTO: A Primeira Lição

A Primeira Lição

Ainda que viva cem, mil anos, não esquecerei o primeiro dia de aula, a primeira escola a que meu pai me levou, não sei se com orgulho de mim ou medo que eu desse vexame, abrindo uma choradeira ou tentando fugir- que era o que eu pretendia.
Não compreendia o que se passava. Sabia que outros meninos da minha rua e da minha família, em determinado momento, iam para a escola, num pacto misteriosos entre os pais e os professores. Cheguei a pensar que o verdadeiro motivo fosse o de se livrar dos filhos, o tempo que os guris passavam na escola dava descanso de algumas horas aos pais, que transferiam pra os professores a responsabilidade de tomar conta das crianças e educá-las. Emburrado, assisti aos preparativos, a compra dos uniformes, do material escolar, que me fascinou, eram certamente os primeiros objetos que eu podia considerar meus, minhas canetas, meus cadernos, meus livros, até mesmo a minha merendeira. E tudo isso tinha um cheiro gostoso, do qual acredito que jamais esquecerei. O pai gostava de dar solenidade em tudo o que fazia e em tudo o que se metia. Levou-me pela mão- a escola era perto de casa, não quis tirar o carro da garage, preferiu ir a pé como se fosse cumprir um dever cívico. Apresentou-me ao diretor da escola, que deu mais importância a ele do que a mim. Mas na hora em que ia sumindo pelo corredor que levava ás salas de aula, de repente tive medo e corri para ele.Aquela seria a minha primeira separação da família, só então compreendi isso.E não estava preparado para aquele tranco. Comecei a chorar de mansinho, colado nas pernas do pai. O diretor tentou me consolar, prometeu coisas que eu não pedia e nem precisava, somente o pai acabou cedendo: - Vai, meu filho, tudo ocorrera bem, eu ficarei esperando por você.
Havia um pátio interno na escola, onde uma palmeira se erguia no meio de um pequeno jardim, alias um jardim mal tratado, que aparentemente ninguém usava. O pai me mostrou:
- Olha, no intervalo das aulas, você dara  uma espiada e me verá ali, perto daquela palmeira. Estarei esperando e voltaremos juntos para casa. Antes isso que nada. Quem não tem cachorro caça com gato. Eu queria que ele ficasse comigo, me dando força naquela barra que iria enfrentar, os professores, os colegas que ainda não eram meus amigos, eu os achava estranhos, capazes de fazer maldades comigo, que era um dos mais pequenos e indefesos. Trazia na cara não o medo, mas a suspeita de que o colégio poderia ser um problema e não uma solução. Realmente, no intervalo das aulas, olhava para o pátio e via o pai, que comprara um montão de jornais e revistas, sentara num banco de cimento, havia uma garrafa de água mineral ao lado. Ia sentir orgulho de ter um pai como aquele, mas outros meninos também viram o homem ali parado e ficaram sabendo que era meu pai. Caíram em cima de mim, me chamaram de mulherzinha. Eu não seria” homem” como eles começavam a ser. Daí que fiquei envergonhado. Acabada a ultima aula, desci correndo par ao pátio. O pai estava cansado, mas fingiu que não estava: - Então? Como foi a escola? Tudo bem? Não disse que você ia gostar? Tive vontade de dizer que gostara e não gostara. Mas de uma coisa tinha certeza:- Pai, amanhã me deixa sozinho na escola. Os meninos zombaram de mim, zombaram de você, me chamaram de mulherzinha e você de coroa. Percebi que o pai também gostou e não gostou da minha reação. Mais por incentivo do que por curiosidade, perguntou o que eu aprendera naquele primeiro di de escola. Fiz um balanço do que ouvira e vira, o quadro verde em que uma professora de óculos escreveu o nome do colégio em letras enormes e depois pediu para que Cada um de nós dissesse as  letras.Uma outra professora, está sem óculos, contou uma história que eu não entendi direito, tinha um homem chamado Monteiro lobato, e disse que o Brasil era um país maravilhoso, mais que precisava muito de nós. Outros professores falaram de outras coisas, houve um que me perguntou se eu sabia contar até cem- eu já havia aprendido isso com o pai, porque me faziam repetir o que eu já sabia? Só não sabia de uma coisa. Que apesar de ser um menino, que não chegaria ainda aos dez anos, já era uma coisa importante para os outros e para mim mesmo. E aprendera também que acabara para sempre a minha infância. Não devia ter chorado quando entrara na escola, obrigando o pai a ficar de plantão, de sentinela, tomando conta do filho a distância. Daquele dia em diante, eu teria de me habituar a enfrentar á vida por conta própria. O pai me levou de volta para casa, segurou minha merendeira e a mochila que eu trazia as costas, com meus cadernos e livros. Imaginando que eu estava triste, disse com certa pena:
- Meu filho, são os abrolhos... estão começando os abrolhos...
Eu não sabia o que eram abrolhos. No dia seguinte, a tal professora de óculos perguntou se algum de nós tinha alguma duvida. Quando chegou a minha vez, eu quis saber o que eram abrolhos. Ela  disse que abrolhos eram dificuldades, os problemas que a gente vai encontrando pela vida. Eu então aprendi mais do que isso. Que meu pai era um grande sujeito e, com ele, venceria todos os abrolhos.


Contos da Escola, Calos Heitor Cony

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CONTO: O principio do mundo

O Principio do Mundo

No principio este mundo estava na escuridão. Da escuridão saíram dois homens, um chamado caraçacahiby, e outro, que era seu filho, chamado Rairu. Rairu tropeçou em uma pedra furada como uma panela e ralhou com a pedra. Caru, seu pai, mandou o filho Rairu carregar a pedra com que tinha ralhado. Rairu cumpriu a ordem do pai e carregou na cabeça a pedra, que em cima dele começou a crescer. Pesando já muito, ele disse ao pai:
- Está pedra já pesa muito.
Mais crescia então a pedra e já Rairu não podia andar. A pedra continuou a crescer. Cresceu tanto a pedra em forma de panela que formou o céu. Apareceu então depois o sol no céu. Rairu ajoelhou-se, vendo seu pai ser o criador do céu. Caru inimigo do filho, porque sabia mais do que ele. Um dia Caru flechou a folha de um tucumã e mandou o filho subir no tucumãzeiro para tirar a flecha, para ver se o matava. O filho chegou ao tucumãzeiro, os espinhos viraram-se todos para baixo a ficar bonitos; e subiu e torou da folha a flecha do pai. Noutro dia mandou o filho adiante para o roçado e contam que cortou todas as arvores em cima do filho. Derrubou então arvores em cima do filho, caíram-lhe todos os paus em cima, mas ele não morreu e ficou incólume. Caru arredou-se daí, pensando que o filho tinha morrido. No outro dia voltou Caru e achou o filho perfeitamente bem. Quando Caru ia queimar a roça, mandou o filho para o meio, para que morresse queimado. Caru cercou o filho de fogo. Quando Rairu, depois, viu a fogueira cerca-lo, entrou pela porta, e quando a roça acabou de queimar, apareceu sem nada lhe ter feito o fogo. Caru zangou-se muito, vendo que o filho não morria. No outro dia, Caru voltou e foi para o mato. Chegou. Quando no mato, fez de folhas secas uma figura de tatu e enterrou, deixando o rabo de fora, na qual esfregou resina. Chamou o filho e disse:
-Vamos caçar?
- Vamos!
Andou virando pelo mato e chamou o filho:
-Aqui está um tatu vem puxar!
A figura daquele tatu ia cavando: já estava num buraco no chão. Rairu depois deixou o rabo do tatu, mas não pode tirar a mão, porque a resina o pegava.
Contam então que a figura do tatu o levou pela terra adentro e sumiu-se. Passava seu pai outro dia por aquele buraco quando viu seu filho sair dele.  O pai pegou um pau e bateu no filho. O filho lhe disse:
- Não me batas, porque no buraco da terra achei muita gente, mais que boa, e eles vêm trabalhar para nós. O pai deixou-o e não lhe bateu mais. Arredondou uma coisinha e atirou no chão, que então cresceu transformada em algodão. O algodoeiro cresceu logo, floresceu,dando,depois,algodão. Caru apanhou o algodão e fez uma corda, amarrou Rairu e o meteu no buraco do tatu. Contam que pela corda e do buraco subiu muita gente bonita; dizem que, então, a corda rebentou e o resto da gente bonita caiu no buraco.  Rairu subiu com a gente bonita. Contam que Caru, quando viu aquele bando de gente, mandou fazer uma coisa verde, uma vermelha, uma preta, uma amarela, para assinalar aquela gente com as suas mulheres, para quando aquela gente crescesse ser Mundurucu, Mura, Arara, Pamaná, Uinamary, Manatenery, Catauchy, e assim todos. Demorando muito a pintar toda aquela gente, ficaram uns com sono e outros mais que dormindo. Aos preguiçosos, caru disse:
-Vocês são muito preguiçosos, agora vocês serão passarinhos, morcegos, porcos e borboletas. Aos outros que não eram preguiçosos e que eram bonitos, disse:
-Vocês serão o principio de outro tempo; noutro tempo os filhos de vocês serão valentes. Depois Caru sumiu-se pela terra adentro. Então denominaram aquele buraco Caru-Cupi.

Os grandes contos populares do mundo

Flavio Moreira Freire

Os 35 Camelos

Os 35 Camelos

Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual pelo companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em pratica as suas habilidades de exímio algebrista. Encontramos, perto de um artigo caravançará meio abandonado, três homens, que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
-Não pode ser!
-Isto é um roubo!
-Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
-Somos irmãos- esclareceu o mais velho- e recebemos, como herança, esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo eu receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e ao Harim, o mais moço, devo tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta, segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio! Como fazer a partilha se a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas?
-É muito simples atalhou o “Homem que calculava” - Encarregar-me-ei de fazer, com justiça, essa divisão, se permitirem que eu junte, aos 35 camelos de herança, esse belo animal que,em boa hora, aqui nos trouxe. Neste ponto, procurei intervir na questão:
-Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem o nosso camelo?- Não te preocupes com o resultado, ó bagdali!- replicou-me, em voz baixa, Beremiz. –Sei, muito bem, o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás, no fim, a que conclusão quero chegar. Tal foi o tom de segurança com que ele falou que não tive duvida de entregar-lhe o meu belo jamal, que, imediatamente, foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros. – Vou meus amigos- disse ele, dirigindo-se aos três irmãos-, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como veem, em numero 36. E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
- Deve receber meu amigo a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36 e, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com está divisão!
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou: - E tu, Hamed Namir. Devias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36 isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste visível  lucro na transação.  E disse por fim ao mais moço:
- E tu, jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai , devias receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e pouco .Vais receber 4. O teu lucro igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E, numa voz pausada e clara, concluiu:- Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir- partilha em que todos os três saíram lucrando- couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado(18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos sobraram, portanto, dois. Um pertence, como sabem a “bagdali” meu amigo e companheiro; outro, por direito, A mim, por ter resolvido, a contente de todos, o complicado problema da herança! – Sois Inteligente, ó estrangeiro!-  confessou, com  admiração e respeito, o mais velho dos três irmãos. – Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade! “E o astucioso Beremiz- O “Homem que calculava”- tomou logo posse de uns dos mais belos” jamais” do grupo e disse-me, entegando-me pela rédea um animal que me pertencia: Poderás, agora, meu amigo, continuar  a  viagem no teu camelo manso e seguro! Tenho outro, especialmente para mim!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.

Meninos, Eu conto.
Volume2

Malba  Tahan

Siba mais sobre o autor clicando aqui

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Auto Avaliação dos Projetos Desenvolvidos no Acessa Escola.


E.E. Deputado Gregório Bezerra
Auto Avaliação dos Projetos Desenvolvidos no Acessa Escola.



Salas do Acessa Escola: 5as Séries B e D      6as Séries A, C e D.

Conteúdo 5a Série = Caderno do Aluno Volume 3 e 4, Sites de Apoio, Google, Só História, Blog da Escola, Prefeitura de Diadema. 6a Série= Caderno do Aluno Volume 3 e 4, Sites de Apoio, Google, Só História, Blog da Escola, Todos os Museus do Mundo.
Recursos= Computadores e Internet.
Justificativa dos Conteúdos= Para os alunos das 5as Séries, foi dado continuidade aos projetos sobre a disciplina de História, o Blog da escola, os sites de apoio ao estudante e como funciona a prefeitura da sua cidade, além de realizar as atividades do caderno do aluno( nesse semestre o Caderno do aluno da muita ênfase a pesquisas).
Para os alunos das 6as Séries, realizar pesquisas do caderno do aluno, participar do blog da escola e conhecer museus do mundo através do (Google Art Project).
Estratégias Metodológicas = 5as e 6as Séries, Na sala de aula o professor oriente os alunos em relação ao desenvolvimento das atividades (o que vai ser pedido, qual o critério e como o aluno será avaliado) e o prazo para a entrega dos trabalhos.
Todos os conteúdos relacionados ao Caderno do Aluno em sala de aula,  são realizados ao mesmo tempo na sala do Acessa Escola.
As atividades realizadas com as 5as e 6as Séries eram relacionadas com o Caderno do Aluno e consequentemente com a proposta Curricular, pois muitos alunos não tem um computador com internet em casa, sendo assim as atividades requisitadas pelo professor são feitas na sala do Acessa Escola.
Aspectos Positivos = Muitos alunos com dificuldade de aprendizado em sala de aula (comportamento e atenção) realizaram as atividades com mais facilidade na sala do Acessa. Alguns alunos já estão bem familiarizados com essas tecnologias, vontade em fazer pesquisas (principalmente as 5as séries e 6a série C) e o apoio do estagiário em relação a manutenção dos computadores.
Aspectos negativos = Alguns alunos (principalmente as 6as séries A e D) não respeitam os colegas e as regras, nesse sentido utilizamos o dialogo para conscientiza-lo sobre as regras e utilização do especo. Pouca quantidade de computadores e problemas de conexão (internet).
Finalizado o ano letivo chego a conclusão que esse projeto da internet na escola é de grande ajuda para o professor em vários aspectos, contribuindo para o aprendizado, no processo de inclusão digital e na diversidade no ensino. Em relação aos alunos percebi que a grande maioria está interagida com as mudanças tecnológicas que acontecem no mundo globalizado.


Professor: Odilon Pereira da Silva Junior Disciplina: História

terça-feira, 14 de agosto de 2012

                          Atenção !!

Inscrições  Abertas Aos Exames Supletivos  do Ensino Fundamental  e  ensino médio, através da internet, portal SEE.
Inicio:        13/08/2012 ás  10:00 horas.
Termino :  27/08/2012 ás 18:00 horas.
Acesso : www.educacao.sp.gov.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ACESSA ESCOLA

Relatório de atividades desenvolvidas no primeiro semestre de 2012 no “Acessa Escola”





No primeiro semestre de 2012 várias atividades diferenciadas foram desenvolvidas cm os
alunos das oitavas séries e quintas séries na sala do “Acessa Escola”. Todas as atividades
foram planejadas com objetivos claros de propiciar uma maior interação dos educandos com
as Novas Tecnologias e o uso de novas ferramentas de informação como nos referência os
Parâmetros Curriculares Nacionais. Vale salientar que a tecnologia não substitui jamais a
interação professor – educando no processo de ensino-aprendizagem, porém, a tecnologia da
informação é um instrumento importante para se trabalhar com as áreas de conhecimento
através da mediação do professor em sala de aula.

Foi interessante o trabalho desenvolvido com as oitavas séries (nono ano), pois estes
educandos por estarem em final de ciclo tiveram a oportunidade de participarem de
recuperação de conteúdo através do uso das novas mídias, como, por exemplo, a pesquisa
de gêneros textuais diferenciados – gênero carta, relato autobiográfico e por fim artigo de
opinião.

Os alunos tiveram a oportunidade de pesquisarem modelos de artigos de opinião postados
na internet, logo, também tiveram a oportunidade de comparar o que eles escreveram com
outros escritores que postaram seus artigos na rede mundial de computadores.

Os educandos do nono ano também tiveram a oportunidade de pesquisarem sobre festas
típicas da cultura brasileira como a festa junina proporcionando aos mesmos alunos a
oportunidade de conhecerem a diversidade da cultura brasileira nas suas matrizes afro-
brasileiras e indígenas como prevê a LDB 9394/ 96 em seu artigo 26.

Com relação aos alunos das quintas séries (sexto ano), foram desenvolvidas pesquisas na
área de Língua Estrangeira Moderna (Inglês), onde tivemos a oportunidade de pesquisarmos
a respeito de países anglos e sua diversidade cultural, estudamos a “The Commonwealth of
Nations”, acessamos vídeos no youtube que apresentavam países do antigo império britânico
como a Austrália, Canadá e Nova Zelândia, entre outros, e conseguimos entender então a
diversidade cultural destes países. A Língua Estrangeira Moderna nos auxiliou a entendermos a
sociedade global e nos fez percebe como partes deste mundo globalizado.

Foi uma experiência interessante trabalhar com os alunos e alunas no “Acessa Escola” e
através da tecnologia podemos entender onde estamos inseridos neste mundo. A tecnologia é
ferramenta auxiliar a nossa prática docente e seu uso é importante no século XXI. Obrigado...



Cristiano Lima
Professor/Tradutor

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ACESSA ESCOLA

Relatório do acessa escola 1º semestre 2012




“A tecnologia imprime um ritmo sem precedentes ao acúmulo de conhecimentos e gera profunda transformação quanto às formas de estrutura, organização e distribuição do conhecimento acumulado”.

Currículo do Estado de São Paulo.

Nesse contexto, a E.E Deputado Gregório Bezerra, vem ao longo dos anos investidos nos recursos tecnológicos, em especial no acessa escola como forma de inclusão, interação, meio de pesquisa e porque não como forma de diversão. Todos os alunos da escola frequentam a sala, acredito que este seja um meio de promover a educação de forma mais atrativa aos alunos, uma vez em que vivemos em uma época em que as informações encontram se disponíveis em vários meios e o professor não é mais o único transmissor de conhecimentos.

Ao longo do primeiro semestre, pude acompanhar de perto o entusiasmo com que os alunos aguardavam pelo dia em que a aula seria ministrada na sala do acessa escola, de inicio este foi um desafio para mim enquanto profissional, fruto de uma educação tradicionalista, acreditava que matemática era algo que se ensinava com giz, lousa e muita saliva, sempre preocupada com o tempo, e o currículo a ser seguido questionei-me se o fato de ministrar toda semana uma aula na sala do acessa não causaria atraso no cumprimento do meu planejamento. Descobri então que a inclusão digital na minha escola era algo que visava não só a inclusão de nossos alunos, mas também a do educador.

Aprendi a utilizar aquele espaço como meu aliado para promover o conhecimento. Percebi que os alunos se interessavam por qualquer assunto ou conteúdo que eu propunha para ser desenvolvido naquele ambiente, talvez pela mudança de espaço, ou pelo contato com as máquinas ou pelo simples fato de estar aprendendo sem o uso de giz, lousa e cópias. Aprendi que aquele era um espaço em que eu podia trabalhar o coletivo, uma vez que as máquinas não eram suficientes e eles precisavam trabalhar em duplas ou grupos, dai surgiam às diferenças, e ali mesmo, com diálogos eram resolvidas. Aprendi a ensinar uma matemática divertida, colorida e interessante, por meio de desafios de sites como o só matemática. As pesquisas propostas no caderno do aluno da Secretaria de Educação de São Paulo eram realizadas com o meu acompanhamento e ao retornar para a sala de aula todos podiam participar da discussão acerca do assunto, pois todos sabiam do que estávamos falando, diferentemente de outros tempos em que as pesquisas eram solicitadas como lição de casa e somente alguns alunos faziam.

Com o objetivo de garantir os conteúdos previstos no currículo eu tinha com os alunos um combinado, quem não faz lição de casa não vai à sala do acessa, o resultado é que as quintas feiras dia em que eu os levava ,quando chegava à sala era surpreendida por todos eles,já de pé, mostrando que tinham realizado as atividades propostas e aguardando ansiosamente pela comanda do dia. Ao longo do semestre alternei as atividades no espaço acessa escola, os alunos faziam pesquisas a respeito do conteúdo que estávamos vendo em sala de aula, mais também tinham acesso as suas redes sociais, faziam leitura e comentários no blog da escola e praticavam desafios voltados para a língua portuguesa e matemática que são disponíveis gratuitamente na internet.

A experiência que vivi com os alunos do 6ªano C, sala que eu levava ao acessa escola, me mostrou na pratica, a mudança da concepção da escola citada pelo currículo do Estado de São Paulo, de instituição que ensina para instituição que também aprende a ensinar.



Professora Dalila Maria

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