quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Língua da Tabatinga

Olá, pessoal!


Aproveitei o espaço do blog para postar algo muito interessante e que tem relação com a disciplina Leitura e Produção de texto e a cultura Afro. Estou falando da Língua da Tabatinga. 
Professor
Gabriel Messias
Leitura e Produção Textual

 Com  grande número de africanos e descendentes, seria ingenuidade dizer que o país não sofreria uma influência dos idiomas trazidos pelos escravos da áfrica. Pode ser que você ainda não tenha percebido mas eu aposto que todos os dias você pronuncia  palavras que vieram do ioruba ou mesmo do tupi-guarani dos índios. Por exemplo: Palavras de origem africana:Cochilar, xingar, dengo, cachaça, fubá e banguela.
Palavras de origem Tupi-guarani: Anhangabaú ( homem que ri da cara do diabo). Ibirapuera: árvore que já se foi. Cutucar, pereba  e muitas outras.

 Esse fenômeno nada mais é do que a herança cultural presente em seu cotidiano. O ser humano escravizou seu semelhante, tirando-lhe o nome, a família, seus bens e sua dignidade. No entanto, existe uma coisa que não foi tirada e que brotou nesse país como uma linda árvore gerando belos frutos. Essa coisa garantiu a humanidade a essas pessoas e conquistou os brasileiros ao longo do tempo a ponto de perceber o valor de cada sociedade. Essa coisa é a cultura de um povo.

Com essa mistura de idiomas, criou-se em uma comunidade negra denominada Tabatinga ( MG)  , uma própria língua, que, assim como a Língua Portuguesa, sofreu influência de diversas culturas. Segue abaixo um pequeno dicionário da língua da tabatinga. Poste versos de sua autoria utilizando estas palavras. Veja o exemplo:

Tipura que cuete é viriango
“Cuidado, que o homem é policial”

Palavras:


Acachar. Sinônimo de Cachar.
Assangue. Arroz. Var. de Missango.
Atchapo. Sin. Tchapo.
Avura. Grande. Também usado para designar pessoa boa, coisa boa, bonita, ou coisa positiva de um modo geral (mais correto seria Opepa).
Bélude. Dia (por oposição a noite, que é Oteque).
Cachar. Pegar; trazer; cair (chuva); dar; entregar; tomar; roubar; beber; comer; etc.
Cachar o Cureio. Almoçar; jantar; ceiar.
Cafanhaque. Dente; mandíbula; queixada.
Cafuvira. Preto; negro; escuro; crioulo.
Cajuvira. Café.
Camba. Ônibus.
Camberela. Carne.
Cambuá. Cachorro, cão.
Camoná. Sin. Camoninho (mais usado).
Camoninho. Criança; menino; garoto; guri (masc. ou fem.).
Camoninho no Jequê. Grávida.
Canambóia. Sin. Carambóia.
Candambora. Sin. antigo Carambóia.
Cangura. Porco; leitão; cachaço (masc. ou fem.).
Cangura do Sengue. Bicho; animal selvagem.
Carambóia. Galinha; frango (masc. ou fem.).
Cassucara. Casamento; matrimônio.
Cassucarar. Casar-se; contrair matrimônio.
Catita. Pequeno. Por ext.: feio; sem valor; inútil; fraco etc.
Cavingueiro. [Fazendeiro?]
Conema. Variação de Conena.
Conjolo (ô). Casa; residência. Por ext.: prédio; repartição etc.
Conjolo de Conena. Banheiro; instalações sanitárias.
Conjolo do Granjão. Igreja.
Conjolo dos Viriangos. Cadeia. Por ext.: batalhão.
Coreã. Chapéu; cobertura.
Coreã de Gombê. Chifre.
Cuete (ê). Homem; moço; rapaz; cara; sujeito. Por ext.: macho.
.
Cumba. Luz; lâmpada.
Cumba do Bélude. Sol.
Cumba do Oteque. Lua.
Cumbaro. Cidade.
Cumicove. Quitanda; salgado; tira-gosto.
Cureio. Comida; almoço; janta; ceia.
Curimba. Trabalho; ocupação; ofício.
Curimbar. Trabalhar.
Cuxipar. Sin. Rastar Cuxipa.
Encachar. Sin. Cachar.
Esquife. Cama; leito.
Fute. Céu; firmamento; ar.
Gombê. Gado; vaca; boi.
Granjão. Deus; o Todo-Poderoso.
Imbera. Chuva.
Ingirar. Andar; fugir; correr; voar; sair; sumir; escafeder-se; jogar (pedra ou objeto); atirar etc.
Ingira. Carona; transporte.
Ingura. Dinheiro; numerário; riqueza.
Ingura Avura. Rico; cheio da nota.
Ingura Catita. Pobre; pobretão; sem dinheiro. Sin.: Tchapo.
Mantambu. Mandioca.
Marcanjo Cafuvira. Fumo de rolo.
Matuaba. Bebida alcoólica; cachaça.
Matuaba no Tué. Bêbado; borracho; bebum.
Mingüé. Gato; felino (masc. ou fem.).
Missango. Arroz. Missangue.
Ocaia. Mulher; moça; garota; fêmea etc.
Ocora. Homem velho; pai. Mulher velha; mãe.
Omana. Irmã.
Omano. Irmão.
Omenha. Água; água potável.
Omenha do Fute. Sin. Imbera.
Opepa. Bonito; bom. Pessoa loura.
Orangê. Cabelo; cabelos.
Orongó. Cavalo; égua.
Oronha. Relógio.
Oteque (ê). Noite.
Oveva. Torto; feio; atrapalhado; machucado.
Percinê. Óculos.
Pungue. [Milho]
Rastar Tiprequé. Dormir; deitar-se.
Sengue. Roça; mato; mata.
Tchapo. Esfarrapado; maltrapilho; roto; estragado; inutilizado etc. Sem dinheiro; pobre.
Tibanga. Bobo; idiota; imbecil; otário; inepto; simplório; ingênuo; boçal; parvo etc.
Tibanguara. Sin. Tibanga.
Tiparo. Olho.
Tiploque. Sapato; calçado de um modo geral.
Tipoque. [Feijão?]
Tiporê. Fruta.
Tiporê de Uíque. Laranja; tangerina.
Tiprequé. Ver: Rastar Tiprequé.
Tipurar. Olhar; observar; ver etc.
Tué. Cabeça; crânio; cérebro; inteligência etc.
Turisco. Pedra; seixo; cascalho; rocha.
Uíque. Doce; coisa doce; açúcar.
Undaro. Fogo; fósforo; isqueiro etc.
Uruma. Carro; veículo. Por ext.: máquina.
Uruma de Equilíbrio. Moto; motocicleta; motoneta; lambreta; vespa.
Uruma de Orongó. Carroça; charrete etc.
Uruma de Pedal. Bicicleta.
Uruma de Tempo. Sin. Oronha.
Urunanga. Roupa; vestimenta; calça; camisa; vestuário.
Viriango. Soldado; policial; polícia; meganha; samango etc.
Vissongue. Dinheiro (pouco usado, antiquado). Sin. Ingura.
Vissunga. [Festa?]



Bibliografia:
Mattos, Regiane Augusto, HIstória e cultura Afro-brasileira. Editora contexto,2007.
http://www.bomdespachomg.com.br/tabatinga2.php
Bueno, Silveira, Vocabulário Tupi Guarani Português. Efeta, 2007

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PROPOSTA DE CURSO EXTRA CURRICULAR

Para quem costuma frequentar a escola aos sábados não perdeu o ciclo de palestras com o jovem Eric, estudante na USP e mais um parceiro da escola, que veio compartilhar seus conhecimentos na área de política e sociologia. Muitos professores, alunos do Ensino Médio e pessoas da comunidade vieram prestigiar esse momento de grande importância para todos. Abaixo, um pequeno resumo do que aconteceu e o cronograma das aulas.

Penúltimo dia de curso (18/09 - Conferência do Meio Ambiente)
Ênfase em Sociologia e Ciência Política
Por: Eric Vellone Coló
  
           O problema a ser enfrentado, na visão do professor, é a falta da cultura de pensar a política e a sociologia nos jovens, aprendizes e suplentes da rede de escolas públicas. A proposta deste pequeno curso extra curricular é fazer com que estes jovens e adultos se tornem células de pensamento crítico da sociedade e da política local e nacional. Transformar a realidade do bairro e atuar como fonte de inspiração para amigos e familiares.
Atuar com o público alvo de crianças, adolescentes e adultos que frequentam a escola pública nos finais de semana, transmitindo, através de aulas expositivas e discussões, as noções de cidadania, democracia, capitalismo, Estado, religião, socialismo, igualdade, liberdade, estruturas e funções sociais, eleições, partidos políticos, história política do Brasil e da América entre outras.
            A princípio foram quatro aulas expositivas e com bastante didática. As aulas foram  baseadas em textos acadêmicos porém com linguagem prática e cotidiana. Apresentamos situações e exemplos que materializem a dinâmica política e social. Estimulamos o diálogo e a discussão.
O professor acredita que nesta primeira parte do projeto, com 4 aulas, os alunos já vão interagir com as aulas normais da grade curricular, então os próprios professores de História, Geografia, Sociologia e Português poderão sentir as mudanças de raciocínio e de posicionamento político dos alunos.

CRONOGRAMA

4/9 – Introdução à Política. O que é e como opera.
TEMAS: A definição de Política. O convívio Social. O ser humano em sociedade e as formas de pensamento racional. Liberdade e Igualdade.

11/9 – A política como forma de intervenção.
TEMAS: Grandes cidades. Formas de interação. Democracia, República, Cidadania, Socialismo e Capitalismo. Voto e Eleições.

18/9 – Política partidária no Brasil.
TEMAS: Breve história política do Brasil. Após 1988, quais são os Partidos e quais são as correntes de forças. Populismo e pós-materialismo. Um realinhamento de atores.


25/9 – Quem somos nós no país ?
TEMAS: Centro e Periferia, Anarquismo, Cultura, Esquerda e Direita, Classes de trabalhadores, camponeses, industriais e comerciários. Projetos de futuro para o país.


Projeto “A escola que a gente quer depende do ambiente que a gente constrói”

                                                 
Problema
Estamos atualmente vivenciando um grande problema: como criar um ambiente saudável no presente e para futuras gerações? Nesse sentido, a escola tem um papel fundamental para disseminar o acesso à uma educação de qualidade e de uma comunidade que conviva com a dignidade, percebendo o que acontece no seu ambiente, desenvolvendo um senso de luta diária e a busca por soluções para seu micro cosmo (escola)  e que possam ter reflexão no seu macro cosmo que seria a comunidade do entorno, a cidade, o estado e por fim, o Brasil .

Justificativa
Buscando inspirar uma maior valorização da educação pela comunidade escolar, a escola começou a observar no cotidiano, problemas de violência física e verbal, destruição de patrimônio público e privado e ao mesmo tempo um total descaso com os espaços coletivos como jardins e entorno da escola que viram locais para depósito de restos de todo tipo de lixo que poderia ser reciclado ou dar o devido destino saudável. 

Publico alvo:
·         Comunidade escolar e do entorno que façam uso da Unidade Escolar ou de alguma forma tenha a escola como espaço de tolerância, dignidade e acesso para uma vida melhor.

Objetivo geral:
·         Desenvolver estudos e discussões coletivas que possam identificar os problemas que afetam a comunidade escolar que interferem no convívio social dentro e fora da escola que acarretam problemas de intolerância ao outro e que tornam o ambiente insalubre para uma vida saudável;
·         Integrar todas as áreas do conhecimento que possam auxiliar no desenvolvimento do projeto.

Objetivos específicos:
·         Entender o que são normas de convivências e como estas podem transformar os ambientes;
·         Articular estudos sobre as leis brasileiras que amparam questões sobre a violência física e verbal (Teóricos que falam bullying, Estatuto do Magistério e LDBEN);
·         Desenvolver ações locais para garantir a sustentabilidade de ações corriqueiras que eduquem e façam a comunidade percebam a necessidade de conservar e diminuir o gastos de materiais pedagógicos e coletivos;
·         Orientar a busca por soluções não-violentas para os conflitos que envolvam toda a comunidade escolar;
·         Criar grupos de estudos para que apareçam lideranças de todos os segmentos que possam ser elementos de ligação da escola com todos os membros ativos que fazem partem do projeto pedagógico e administrativo da unidade como alunos, professores, pais, responsáveis e funcionários em geral.
·         Buscar que a escola perceba que esta é fundamental para criar novas posturas para aceitar que a diversidade seja étnica, cultura, religiosa e sexual;
·         Reconhecer que todos são responsáveis e que somos interligados na construção de uma sociedade democrática que possa garantir um espaço saudável para todos.

Metodologia:

·         Observações sobre como estão os espaços da escola e sua conservação;
·         Questionário sobre como cada segmento da comunidade percebe a escola (alunos, professores, pais, responsáveis e funcionários);
·         Buscar parcerias que possam nos dar opiniões e novas visões sobre a escola que temos e a escola que podemos ter.

Recursos necessários:

·         Materiais para divulgação e desenvolvimento do projeto que serão especificados em cada etapa;
·         Computador com data show.

Cronograma das ações
Ação
Prazo
Responsável

Reuniões da APM e Conselho da Escola

Ao longo do ano

Direção


Reuniões de Pais e Mestres

Ao final do bimestre

Professores

Reuniões individuais com Alunos e Pais

Ao longo do ano

Coordenação, Professora Mediadora e direção

Projetos interdisciplinares:
- Conferência do Meio Ambiente;
- Festa Junina;
- Prevenção também se ensina;
- Mostra cultural;
- Folclore;
- Formatura;
- Passeios Culturais (Programa Cultura é Currículo)
- Olimpíada de Língua Portuguesa
- Olimpíada de Matemática
- Olimpíada de Astronomia




Conforme a necessidade e o envolvimento da comunidade escolar.

Professores, Coordenação e Direção.

Discussão sobre bullying no horário coletivo – HTPC
Filmes:
A Preciosa;
Um sonho possível;
Vem dançar;


Maio/Junho/Julho
(8 encontros)

Coordenador, Professora Mediadora e direção

Reuniões coletivas com os pais e alunos no pátio para discussão de normas de convivência.
Música: Pro dia nascer feliz  (Cazuza)

3 reuniões coletivas no 1º semestre/2010;
3 reuniões coletivas  no 2º semestre/2010.

Direção, Professora Mediadora e Coordenação

Ações de apropriação do espaço com ações coletivas com voluntários, educador profissional e bolsistas.

Aos finais de semana

Escola da Família

Oficinas com materiais reciclados, exemplo de como caixas de livros não utilizadas podem ser reaproveitadas.

5 encontros no 1º semestre/2010
5 encontros no 2º semestre/2010

Professora Solange de Filosofia

Indicadores de progresso:
·         Grau de satisfação dos usuários e associados à causa escolar;
·         Sistematização das ações coletivas que mostrem como a escola está melhorando no seu aspecto físico e social.
Indicadores de resultado:
·  Melhoria no desempenho escolar dos alunos e das intervenções dos professores, pais, responsáveis no desenvolver das atividades pedagógicas;
· Conservação do patrimônio escolar e do ambiente local quanto a sua aparência.
Riscos e dificuldades:
·  Divulgação e engajamento no projeto de toda a comunidade escolar e do entorno;
·  Recursos para manter as atividades durante todo anos;
·  Espaço e tempo para discussões constantes e ajustes ao longo do projeto.

Avaliação de Percursos:

Avaliação Final
· Será sistematicamente observado o retorno das atividades na prática em ações de conservação do meio;
· Será discutido o reflexo das ações coletivas e individuais na aprendizagem dos alunos e no convívio social dentro da escola.
  

Bibliografia
Leis:
Estatuto do Magistério
Leis de Diretrizes e Bases
Lei do Funcionalismo Público Estadual
Constituição Federal

Documentos internos:
Proposta Pedagógica
Regimento Escolar

Documentos Externos:
Manual de proteção Escolar e Promoção de Cidadania. SEE: São paulo, 2010.
Normas Gerais de Conduta Escolar. SEE: São Paulo, 2010.

Livros:
Ab’Saber, Aziz Nacib. Os Domínios de Natureza no Brasil. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
Legan, Lucia. A escola Sustentável. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São, Pirenópolis, GO, 2009.
Instituto Futuro. A vida que a gente quer depende do que a gente faz. São Paulo: Leitura do Brasil, 2007.

CECCON, Cláudia. conflito na Escola: Modos de Transformar. São paulo: Imprensa Oficial, 2009.

RUOTTI, Caren. Violência na Escola. São Paulo: Imprensa Oficial, 2007.
SEE. Proposta Curricular do Estado de São Paulo, 2008

Sites:







quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Oportunidade

Comunicado

Comunicamos a todos que nos dias 30/09 (quinta-feira) e 01/10 (sexta-feira) não haverá aula.
Motivo: O prédio da escola foi solicitado pelo TRE. (devido à eleição que acontecerá no domingo, dia 03).

sábado, 25 de setembro de 2010

Projeto: Transformando lixo em arte.

Trabalhar com reciclagem possibilita desenvolver habilidades manuais, criatividade, consciência ambiental, moral, ética e cidadã em todas as idades. Tenho o privilégio de desenvolver este projeto com a comunidade, com oficinas de decopagem  na Conferência do Meio Ambiente de 2008 e 2009; com alunos do fundamental das 5° e 6° séries, transformando as caixinhas dos livros de leitura em porta jóia para o Dia das mães e porta retrato para o Dia dos pais;  participação fundamental do EJA na Conferência do Meio Ambiente de 2010 que construiu o muro das lamentações  usando as caixinhas dos livros de leitura como blocos, a árvore dos sonhos produzida com garrafas pet e restos de esmalte de unha e, porta treco texturizados,  utilizando caixas de livros de leitura.   
Confecção de porta-joias com caixinhas de livros
Muro das lamentações feito com caixinhas de livros

A realização deste projeto viabiliza transformar algo feio, inútil, em algo apreciável, útil, belo, possibilitando assim perceber que no mundo existem coisas depreciáveis, mas que também existe a possibilidade de mudança, de transformação, esta percepção promove a esperança, a resiliência, promove também uma relação intrínseca da visão que se tem do mundo e de si mesmo. Compreender  que assim como os objetos, esta sujeito a transformações, que é possível  algo negativo  tornar-se positivo por mais que a ideia que se tenha de si seja negativa.
Entender a arte como expressão da alma, possibilita compreender que o belo expresso no objeto é a expressão da alma do sujeito que a produziu, logo, o belo que aparece na obra é a expressão do belo que há no sujeito, escondido em algum lugar. Assimilar isto, é reconhecer que todo indivíduo tem beleza em si, é acreditar que a arte pode desvelar este conhecimento é promover o criar e recriar de si mesmo.
O objetivo maior e mais gratificante para um professor é quando os alunos apreciam a proposta de trabalho. Se divertirem, se desvelam no decorrer da atividade, se descobre, descobre o quanto ele tem a desenvolver, aumentando sua auto estima assim impulsionando para novas descobertas, aprendizados, ampliando seu horizonte de perspectiva. Ver alunos que trabalharam o dia inteiro se empenhando neste tipo de atividade, compreendendo sua importância se propondo a conhecer novas técnicas é um orgulho; ver alunos de habilidades especiais felizes por estarem realizando as mesmas atividades que seus colegas foram os momentos mais gratificantes.
Atingir esses objetivos promoveu o meu desvelar, a minha auto-estima, fortaleceram minha crença de que é no movimento de reciprocidade que se constrói o conhecimento, por isso agradeço a meus alunos por me darem esta oportunidade, e por contribuírem na construção do sentido de minha existência.
Professora: Solange – Filosofia/Sociologia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Relato sobre a Conferência do Meio ambiente na Escola

Venho participando de forma efetiva dos projetos ambientais da EE. Dep. Gregório Bezerra desde 2008 quando fui palestrante convidado pela turma de TEC (Curso Profissionalizante) tratando da temática: Meio Ambiente & Empreendedorismo. Foi muito salutar esse evento, pois no ano seguinte tive o prazer de remover-me para essa escola e dar continuidades nesse trabalho com os alunos do ensino Fundamental e Médio, realizando além das aulas, projetos de Educação Ambiental em área de Manancial. Obtivemos inúmeros resultados satisfatórios de forma acadêmica e pessoal, o que avalio como muito bom.
Alunos, professores e comunidade empenhados em melhorar e mudar seus hábitos e atitudes. Exemplo disso é o fato ocorrido na casa de um aluno, onde  realizou-se um projeto de cisterna proposto em sala de aula e utilizado de forma empreendedora em um Lava-Rápido. O princípio foi captação de água de chuva e sua utilização no processo de lavar automóveis, o que deu muito certo e eficiente na redução do consumo de água e no reuso de água. 
Na própria escola foram feitas mudanças das torneiras que reduz o desperdício de água. Também participamos do concurso “O Mistério do Manancial” da Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, realizamos um projeto de ecoeficiência alimentar onde tratou-se das maneiras corretas de manipulação de alimentos os alunos pesquisaram sobre o assunto e em um jantar feito por eles onde apresentaram seus conhecimentos sobre o mesmo, fizemos aquários utilizando garrafas e criando um ecossistema lacustre (Lago) que melhor representa as condições da represa Billings associando a fotossíntese, ciclo do carbono e hidrogênio.
 As pesquisas realizadas na sala do Programa Acessa Escola  em sites especializados contribuíram e muito para os alunos compreenderem o processo de construção da estufa que foi proposta em forma de projeto apoiado e apresentado na UNIFESP, uma parceria que dará bons resultados para a comunidade escolar e toda a comunidade.
Acredito que a proposta da escola está no sentido certo da Sustentabilidade por se tratar de uma área de manancial ao lado da maior reservatório de água para abastecimento humano do planeta “Billings”.
O caminho é longo e nele muitos contribuirão de forma direta ou indireta para que a cada ano resultados melhores apareçam. Muitos foram os esforços de todos e sinto-me realizado por ter contribuído para isso.
Educar para o ambiente é ambientar-se em volta do meio e misturar-se ao todo assim seremos o inicio, o meio sem fim.
O professor Helio como palestrante em 2008
Projeto Alimentação (2009)

Produção dos Aquários


Prof. Helio Ramos de Oliveira
É Biólogo pós-graduado em Direito Ambiental

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