Relatório projeto baixo IDESP
Livro: A Distância das coisas
Flávio Carneiro
Professora: Terezinha Gomes da Rocha
“Uma prática de leitura que não desperte nem cultive o desejo de ler, não é uma prática pedagógica eficiente”
(Alberto Manguel)
Justificativa
Entendendo que a leitura de histórias aproxima a criança do universo letrado e colabora para a democratização de um de nossos mais valiosos patrimônios culturais: a escrita. E sendo esta raramente praticada por nossos alunos, ou quando muito é de forma fragmentada, por tópicos e/ou textos sintetizados, que muitas vezes não trazem o real significado da escrita e nem o objetivo do escritor. E, ainda entendendo que os professores são os principais agentes na promoção dessa prática – e a escola, o principal espaço para isso.
Optamos por realizar este trabalho com alunos do 9º ano, por entender que estes encontram-se na faixa etária apropriada ao enredo da obra, e que portanto teriam maior interesse na leitura do mesmo.
Apresentação do livro
Ao apresentar o livro para os alunos da 8ªA (9º anoA) houve várias frases de desagrado. De posse da obra, a primeira coisa que fizeram foi verificar o número de páginas. Deixei que folheassem o livro. Falei sobre o escritor e a premiação. Li a resenha do livro. Falei um pouco sobre o personagem principal. Li o primeiro capítulo.
Combinamos que na próxima aula leríamos juntos os segundo e terceiro capítulos.
Posteriormente muitos me encontraram no corredor dizendo já estarem no quarto, quinto e/ou sexto capítulos.
Professores me questionaram sobre que livro era aquele que deixava os alunos tão absolvidos e “displicentes” em suas aulas.
Roda de leitura
Os alunos disseram que a primeira impressão não foi a que ficou: o livro era “irado”. Falaram muito de Pedro e de sua angústia.
Após alguns questionamentos sobre como achavam que iria terminar a história de Pedro, percebi que, apesar de estar na 4ª etapa do trabalho, muitos já haviam lido. Combinamos então, que quem já havia terminado, guardassem segredo sobre o final da história.
Finalização do trabalho
Como foi solicitado diário e/ou relato espontâneo da leitura, convidei quem gostaria de falar ou ler o diário. Para minha surpresa precisei programar mais aulas, pois muitos quiseram expor sua opinião e alguns, mais tímidos, quiseram ler.
Foram unânimes em dizer que o escritor deveria ter terminado a história, de preferência “com final feliz” diziam as meninas.
Propus então que entrassem no blog do escritor e enviassem opinião diretamente ao escritor.
Considerações finais
Percebeu-se, com este trabalho: maior interesse pela leitura, já que muitos alunos disseram que estavam lendo outros títulos do mesmo ou de outro escritor.
Muitos disseram não saber que existiam escritores que se dedicavam a escrever para adolescentes. Com essa informação, houve então mudança de atitude.
Percebeu-se ainda aumento de vocabulário, já que a escrita ficou mais rica e espontânea.
Em relação à estatística, dos quarenta alunos, apenas sete não se interessaram pelo trabalho. Dados que nos deixa tranqüilos em relação ao alcance do objetivo pretendido.
É imprescindível salientar que este trabalho não se esgota aqui, visto que cabe ao professor proporcionar aos alunos diversos momentos onde a boa leitura, como prática constante, desenvolva as habilidades tão necessárias à qualificação da aprendizagem.











