sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Grêmio estudantil: participar para prevenir a violência




A escola é um lugar estratégico e privilegiado para se trabalhar na perspectiva da prevenção da violência, pois pode ser o palco de experiências de prática cidadã. Elas podem ser disparadas, por exemplo, por meio do incentivo ao associativismo juvenil na forma de grêmio estudantil.



A violência não afeta de maneira uniforme regiões, grupos etários, classes sociais ou gênero. A maioria das vítimas da violência letal é do sexo masculino e está na faixa entre 15 e 24 anos (segundo dados do Infocrim da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).



Carência de opções



Ao analisar as áreas onde a violência se manifesta com mais frequência, percebe-se a alta densidade populacional e a alta proporção de jovens no total da população, a presença insuficiente do poder público e os índices de vulnerabilidade e exclusão. Muitas vezes, os serviços públicos de educação e saúde estão degradados e contam com profissionais pouco estimulados e preparados para lidar com os desafios da comunidade. As escolas, os postos de saúde e a polícia são, em muitos locais da periferia, os únicos equipamentos públicos presentes.

Neste contexto, a violência letal acaba resultando de conflitos banais, estimulados por uma cultura da violência que valoriza o individualismo e exige uma resposta imediata e violenta diante de qualquer desavença. Mesmo quando não acabam em mortes, estes conflitos e a maneira como são resolvidos perpetuam uma cultura de desvalorização do diálogo, da negociação e do associativismo e da vida.



Diante deste diagnóstico, é possível traçar caminhos e medidas para contribuir com a diminuição e a prevenção da violência nestes locais. Essas ações também podem atuar em um nível mais simbólico, ampliando o repertório das comunidades e interferindo na cultura de banalização da violência. O Instituto Sou da Paz tem desenvolvido diversos projetos de intervenção com foco na prevenção da violência juvenil em comunidades de São Paulo. Estes projetos pretendem promover a par ticipação democrática dos jovens nos processos de ocupação e transformação de espaços públicos (praças ou escolas), apostando na negociação e na valorização da diversidade como estratégias que contribuem para mudar este quadro.



O potencial das escolas



As escolas são um dos únicos equipamentos públicos encontrados nas regiões periféricas e têm enorme potencial para a formação de lideranças e a construção de formas pacíficas de relação social e de promoção dos direitos de cidadania.



O grêmio estudantil é a associação representativa dos estudantes. Sua existência é garantida por lei, mas sua fundação não deve corresponder ao cumprimento exclusivo de uma obrigação legal. Ao contrário, o grêmio deve existir como um princípio e conteúdo pedagógico, compondo o currículo escolar, sendo uma experiência política teórica e prática de exercício de cidadania, formação de cultura cívica e estabelecimento de uma rede de capital social na escola.

Considerar o estímulo à formação e à consolidação dos grêmios estudantis um processo pedagógico é assumir, por um lado, a formação política dos jovens, no sentido de participação no espaço público, buscando prepará-los para a vida democrática. Por outro lado, é assumir os alunos como membros da comunidade escolar, dando mais sentido e significado para seu estar na escola.

Como formar um grêmio estudantil?



1) O grupo interessado em formar o grêmio avisa a direção da escola, divulga a proposta e convida os alunos a formar a comissão pró-grêmio. Este grupo elabora uma proposta de estatuto que será discutida e aprovada em assembleia geral.



2) A comissão pró-grêmio convoca todos os alunos da escola para participar da assembleia geral. Nesta reunião os alunos decidem o nome do grêmio, o período de campanha das chapas, a data das eleições e aprovam o estatuto do grêmio, além de montar a comissão eleitoral.



3) Os alunos se reúnem e formam chapas para concorrer à eleição. A comissão eleitoral promove debates entre as chapas, abertos a todos os alunos.



4) A comissão eleitoral organiza a eleição. No final da apuração, a comissão pró-grêmio deve fazer uma ata da eleição, para divulgar os resultados.



5) A comissão pró-grêmio envia uma cópia da ata da eleição e do estatuto para a direção da escola e organiza a cerimônia de posse da diretoria do grêmio. A cada ano, reinicia-se o processo eleitoral, a partir do 3º passo.

Saiba mais sobre grêmio estudantil acessando:



Instituto Sou da Paz - http://www.soudapaz.org/

União Nacional dos Estudantes - http://www.une.org.br/ - clicando em UBES on-line.



Roberta Navas Battistella,

jornalista, ONG Sou da Paz, São Paulo, SP.

Endereço eletrônico: roberta@soudapaz.org

Subsídio da edição nº 405, jornal Mundo Jovem, abril de 2010, página 10.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Curso de Inglês Online Gratuito

Do You Speak English???
No???

Está mais que na hora de aprender o idioma mais falado no mundo! A língua dos negócios, a língua que está em tudo... Saia do simples "verbo to be", pare de reclamar e dizer que não sabe nada!
Aproveite a oportunidade oferecida pelo Estado de São Paulo!

Se você é aluno do Ensino Médio da Rede Estadual de São Paulo, continue lendo essa postagem e saiba como participar! Corra! As Vagas são limitadas, e as inscrições são só até o dia 10 de fevereiro!

Vai Participar ou continuar no "verbo to be?"

*Os interessados deverão acessar os sites
http://evesp.cursos.educacao.sp.gov.br  e
www.educacao.sp.gov.br/projetos/evesp munidos de RA e dados pessoais.*

*Serão oferecidas 25.000 vagas para o 1º semestre. *

*Os critérios de seleção serão: freqüência, notas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.*

O Curso de Inglês online é destinado a alunos do Ensino Médio, regular e da Educação de Jovens e Adultos – EJA, da rede estadual. Tem por objetivo estimular a capacidade de comunicação oral e escrita no idioma. O projeto busca, também, a modernização dos meios de ensino e de formação continuada, criando bases para, futuramente, alcançar todos os alunos em todas as regiões do Estado.

O curso é oferecido na modalidade de educação à distância. A utilização de recursos próprios do processo de autoaprendizagem permite aos alunos o emprego de ferramentas tecnológicas interativas, que se constituem em elemento motivador da aprendizagem. Tais ferramentas são cada vez mais utilizadas no ensino formal e nos processos de treinamento e formação profissional.

Maiores informações, ligue na Escola!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quadro de Salas e Horários para 2012

ATENÇÃO PARA NOVO HORÁRIO, 
Em 2012: todos os dias com 6 (seis) aulas.



A lista estará disponível para Consulta na Escola no dia 31 de Janeiro, a partir das 10h00.

Bom Ano letivo a Todos!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PARA REFLEXÃO

SE A ESCOLA FOSSE UMA ORQUESTRA



Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana?

Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom? Onde está o autor da sinfonia? Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la?

A orquestra está desafinada.

E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso?

E os ouvintes, por que não gritam?

Estão mudos?

Não; não sabem gritar.

Gritam, às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem.

E você? Também é músico nesta orquestra?

A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade.

Não basta simplesmente tocar.

A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho.

Reaja diante da música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare!



O ponto de espera é calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a música da Paz, da Harmonia, da Colaboração, do Respeito Mútuo.



BOM RETORNO!



ESCOLA ESTADUAL DEPUTADO GREGORIO BEZERRA

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CONFERÊNCIA DO MEIO AMBIENTE

Profª Irmã M.Lustro Moraes    Disciplina:  MATEMÁTICA
Projeto em parceria com o CENP
ÁGUA : ECONOMIZAR É PRECISO

1- Atividades Realizadas
A atividade realizada com os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental do período vespertino teve o objetivo de envolvê-los na conscientização da finitude e na quantidade ínfima que o planeta Terra dispõe para o nosso consumo.
Para a realização da atividade,a professora e os alunos coletaram garrafas pet pequenas que foram enchidas com água, com corante alimentício azul, dispostas em uma base fixa para demonstrar, em forma de gráfico de colunas, as seguintes quantidades aproximadas de água no nosso planeta:
1ª garrafa – indica os 70% de água existente em nosso planeta.
2ª garrafa – indica que, destes 70%, 97% estão nos oceanos e mares.
3ª garrafa – indica que 2% encontram-se em forma de geleiras e neves eternas.
4ª garrafa – indica a quantidade mínima de água para o nosso consumo, ou seja,  1%.

2- Resultados alcançados, reflexo de aprendizagem

Como resultado, obtivemos um gráfico de colunas em formato 3D, que pôde ser apreciado por todos os participantes e demonstrou de forma clara a  idéia de quantidades.
Houve o aprimoramento do trabalho cooperativo em equipe e divisão de tarefas, bem como o empenho do grupo.
Trabalhamos as idéias de grandeza e porcentagem, bem como a fabricação de gráficos.
A utilização de material reciclado também foi usada como fator educacional.



3- Aspectos positivos observados
Observamos a maior integração da equipe e a valorização dos indivíduos como participantes do projeto.
Alcançamos a maior integração Professor-aluno através do trabalho conjunto.


 
4- Aspectos negativos/dificultadores
Não foram observados aspectos negativos na atividade.

5- Conteúdos relevantes
Conteúdos trabalhados no projeto:
Finitude de recursos naturais (água)
Trabalho com porcentagens
Trabalho com gráficos
Trabalho cooperativo e em equipe
Trabalho com reciclagem


 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Auto-avaliação dos projetos desenvolvidos na escola em 2011


 Professor Cristiano - Língua Portuguesa e Língua Estrangeira Moderna

1 – Quais projetos/seqüenciada escolares estão sendo e/ou foi desenvolvido nas classes?
Os projetos desenvolvidos na escola foram a “Conferência do Meio-Ambiente”, “A Escola que Lê” e entre as várias aulas seqüenciadas em LEM (Língua Estrangeira Moderna), as atividades desenvolvidas foram projetos temáticos como o uso de Flash Cards em sala para a memorização de novos vocabulários em Inglês.

2 – Como foram encaminhados esses projetos/seqüenciada?
Os projetos foram realizados valendo-se do protagonismo juvenil, onde através de cada seqüência didática o aluno se apropriava de novos conhecimentos com o intuito de construir sua própria proficiência na língua estrangeira moderna.

3 – Quais são os objetivos desses projetos/seqüenciada?
Os objetivos são o de fazer com que o educando seja um pesquisador para que ele possa seguir os seus estudos em Língua Estrangeira Moderna além da educação básica.

4 – Quais desses projetos foram retirados da proposta dos cadernos do professor? Quais foram criadas pelo professor?
Os projetos retirados do caderno do professor foram importantes, pois as atividades seqüenciadas e temáticas propiciaram aos alunos a contextualização dos conteúdos. Os Flash Cards foi um dos projetos criados pelo professor que veio como um grande auxílio e complemento para o currículo do Estado de São Paulo.

5 – Breve descrição da atividade realizada.
Usamos a apostila número quatro na situação de aprendizagem 2 – Free Time Activities – Atividades de Tempo Livre, onde os alunos aprenderam a usarem o gerúndio “ing” com significado de infinitivo ou “base form”: temos exemplos de expressões como – “listening to music”, “watching TV” ou “playing computer games”.

6 – Resultados alcançados/reflexo na aprendizagem:
Os resultados foram vários, mas o principal foi o desenvolvimento da proficiência da Língua Estrangeira Moderna – Inglês através da aprendizagem de novos vocabulários com uma aula contextualizada que trabalha o conhecimento do educando e seu protagonismo juvenil.

7 – Aspectos positivos observados:
Os aspectos positivos foram – melhoria da proficiência do educando na Língua Estrangeira Moderna estudada, maior interesse do educando em aprender a aprender, melhoria na inter-relação entre educandos e educador.

8 – Aspectos negativos/dificultadores:
Indisciplina de alguns educandos que com algumas intervenções do educador foi solucionada esta problemática fazendo com que o educando desenvolve-se sua aprendizagem e sua capacidade de aprender.

9 – Comentário relevante;
As apostilas de Língua Estrangeira Moderna são muito importantes para a prática do ensino – aprendizagem de Língua Inglesa.

10 – Quais dessas atividades estão relacionadas com a Proposta Curricular?
Todas as atividades estão relacionadas à Proposta Curricular e as apostilas são complementos importantes não engessados, porém complementares e de grande auxilio da Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Também atividade de extrema importância foi o uso da sala de informática denominada de Acessa Escola onde os alunos acessaram sites da Língua Inglesa, vídeos do youtube onde aprenderam sobre países anglo-saxões como a Nova Zelândia, os Estados Unidos da América e o Canadá, também através do Acessa Escola os estudantes tiveram a oportunidade de aprenderem novos vocabulários e terem novos acessos a textos em Língua Inglesa. Além disso, os educandos conheceram sites internacionais como o The New York Times, The Guardian entre outros. Assim, o Acessa Escola foi muito importante como ferramenta auxiliar para o complemento da Proposta Curricular do Estado de São Paulo.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Resolução SE 2, de 12-1-2012

22 – São Paulo, 122 (9) Diário Oficial Poder Executivo - Seção I sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Resolução SE 2, de 12-1-2012Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública Estadual:

O Secretário da Educação, considerando: o direito do aluno de apropriar-se do currículo escolar de forma contínua e bem sucedida, nos ensinos fundamental e médio; a pluralidade de características e de ritmos de aprendizagem dos alunos no percurso escolar; a necessidade de atendimento à diversidade de demandas apontadas nos diferentes diagnósticos escolares; a importância da adoção de alternativas operacionais diversificadas que promovam aprendizagens contínuas e exitosas; a importância de mecanismos de apoio que subsidiem a atuação do professor nas suas atribuições de organização, desenvolvimento, acompanhamento e avaliação do ensino e da aprendizagem do aluno, resolve:
Artigo 1º - Dentre os mecanismos de apoio aos processos de ensino, os estudos de recuperação devem ser oferecidos pela escola para assegurar ao aluno o direito de aprender e de concluir seus estudos dentro do itinerário regular do ensino fundamental ou médio previsto em lei.
Artigo 2º - Os estudos de recuperação de que trata o artigo anterior distinguem-se pelos momentos em que são oferecidos e pelas metodologias utilizadas em seu desenvolvimento, caracterizando-se basicamente como estudos de Recuperação Contínua e de Recuperação Intensiva.
Artigo 3º - para a viabilização do disposto no artigo anterior, a unidade escolar poderá, na conformidade dos seus recursos materiais e humanos, dispor, a partir de 2012, dos seguintes mecanismos de apoio escolar:
I – Recuperação Contínua, com atuação de Professor Auxiliar em classe regular do ensino fundamental e médio;
II – Recuperação Intensiva no ensino fundamental, constituindo classes em que se desenvolverão atividades de ensino diferenciadas e específicas.
Artigo 4º - o Professor Auxiliar, a que se refere o inciso I do artigo anterior, terá como função precípua apoiar o professor responsável pela classe ou disciplina no desenvolvimento de atividades de ensino e de aprendizagem, em especial as de recuperação contínua, oferecidas a alunos dos ensinos fundamental e médio, com vistas à superação de dificuldades e necessidades identificadas em seu percurso escolar.
§ 1º - a atuação do Professor Auxiliar ocorrerá, ouvido o professor responsável pela classe ou disciplina, simultaneamente às atividades desenvolvidas no horário regular de aula, mediante atendimento individualizado ou em grupo, que propicie condições necessárias ao aluno para aprender nas situações de ensino asseguradas à classe;
§ 2º - o Professor Auxiliar poderá atuar somente em classes do ensino fundamental e médio cujo número de alunos ultrapasse, respectivamente, 25 (vinte e cinco) alunos nos anos iniciais, 30 (trinta) nos anos finais e 40 (quarenta) no ensino médio.
§ 3º - Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Professor Auxiliar poderá atuar, em cada classe, com até 10 (dez) aulas semanais e enquanto se fizer necessário à superação das dificuldades discentes.
Artigo 5º - As classes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio poderão contar com até 3 (três) Professores Auxiliares, respeitada a compatibilidade e pertinência entre a natureza da disciplina e a área de formação acadêmica desses professores, que atuarão, no decorrer do ano letivo, em apoio ao docente responsável pela disciplina, na organização, desenvolvimento e avaliação das atividades de ensino e de aprendizagem, em especial as de recuperação contínua.
§ 1º - As atividades de apoio escolar, para alunos com resultados insatisfatórios de aprendizagem, poderão ser desenvolvidas em até 3 (três) aulas semanais por classe e no horário regular de aula, de acordo com o diagnóstico das necessidades, expectativas e prioridades identificadas pelos professores das diferentes disciplinas da classe e pela equipe gestora da unidade escolar.
§ 2º - As atividades de apoio escolar de uma mesma classe poderão ser desenvolvidas em até 3 (três) aulas semanais, distribuídas em até 3 (três) disciplinas, podendo haver alternância periódica das disciplinas, com base no diagnóstico de que trata o parágrafo anterior.
Artigo 6º - ao Professor Auxiliar, devidamente habilitado/ qualificado e inscrito no processo regular de Atribuição de Classe e Aulas, no respectivo campo de atuação, far-se-á a atribuição de classe ou de aulas, relativas às atividades de apoio escolar, observada a seguinte ordem de prioridade:
I - docente titular de cargo, que se encontre na situação de adido, sem descaracterizar essa condição, ou a título de carga suplementar de trabalho;
II - docente ocupante de função-atividade, abrangido pelas disposições da Lei Complementar nº 1.010/2007, para composição ou complementação de sua carga horária de trabalho;
III - candidatos à contratação temporária.
§ 1º - para os docentes, a que se referem os incisos II e III deste artigo, somente poderá haver atribuição, como Professor Auxiliar, na comprovada inexistência de classe ou de aulas que lhes possam ser atribuídas, no processo regular de atribuição, em nível de unidade escolar e também de Diretoria de Ensino.
§ 2º - o Professor Auxiliar, em qualquer dos níveis de ensino, exercerá suas atribuições em até no máximo 30 (trinta) aulas semanais, fazendo jus, de acordo com a legislação vigente, às horas de trabalho pedagógico correspondentes à carga horária atribuída.
Artigo 7º - a Recuperação Intensiva caracteriza-se como mecanismo de recuperação pedagógica centrada na promoção da aprendizagem do aluno, mediante atividades de ensino diferenciadas e superação das defasagens de aprendizagem diagnosticadas pelos professores, estruturando-se em 4 (quatro) etapas:
I - Etapa I – organizada como classe do 4º ano, constituída por alunos que, após os 3 (três) anos anteriores, continuem demandando mais oportunidades de aprendizagem para superação das suas dificuldades e necessitando de alternativas instrucionais específicas para o ano a ser cursado;
II - Etapa II – organizada como classe do 5º ano, constituída por alunos que necessitem de estudos específicos, na seguinte conformidade:
a) alunos egressos do 4º ano que continuem demandando mais oportunidades de aprendizagem para superar dificuldades relativas a expectativas definidas para os anos anteriores e necessitando de alternativas instrucionais específicas para o ano a ser cursado;
b) alunos que apresentem, ao término do 5º ano, resultados insatisfatórios que impliquem a necessidade de frequentar mais 1 (um) ano letivo, podendo, de acordo com o diagnóstico de suas dificuldades, integrar uma classe de recuperação intensiva ou uma classe regular de 5º ano, para terem condições de, posteriormente, dar continuidade aos estudos no 6º ano do ensino fundamental;
III - Etapa III – organizada como classe do 7º ano, constituída por alunos que, egressos do 6º ano, continuem demandando mais oportunidades de aprendizagem para superação de suas dificuldades e necessitando de alternativas instrucionais específicas para o ano a ser cursado;
IV - Etapa IV - organizada como classe do 9º ano, constituída por alunos que necessitem de estudos específicos, na seguinte conformidade:
a) alunos egressos do 8º ano que continuem demandando mais oportunidades de aprendizagem para superar dificuldades relativas a expectativas definidas para os anos anteriores e necessitando de alternativas instrucionais específicas para o ano a ser cursado; b) alunos que apresentem, ao término do 9º ano, resultados insatisfatórios que impliquem a necessidade de frequentar mais 1(um) ano letivo, podendo, de acordo com o diagnóstico de suas dificuldades, integrar uma classe de recuperação intensiva ou uma classe regular de 9º ano, para terem condições de, posteriormente, dar continuidade aos estudos em nível de ensino médio.
§ 1º - Os alunos a que se refere a alínea “b” do inciso IV deste artigo integrarão classe de recuperação intensiva, ou classe regular, quando apresentarem resultados insatisfatórios em mais de 3 (três) disciplinas, conforme deliberação do Conselho de Classe/Ano.
§ 2º - As classes de recuperação intensiva de que tratam os incisos deste artigo deverão ser constituídas de, em média, 20 (vinte) alunos.
§ 3º - a organização das classes de recuperação intensiva, referentes às etapas de que tratam os incisos deste artigo, deverá resultar de indicação feita pelos professores, no último Conselho de Classe/Ano, realizado ao final do ano letivo anterior, ocasião em que também poderão ser indicados os docentes da escola que irão assumir as referidas classes no ano letivo subsequente.
Artigo 8º - Os alunos do 9º ano do ensino fundamental, promovidos em regime de progressão parcial, poderão ser classificados na 1ª série do ensino médio, desde que tenham condições de frequentar, concomitantemente, os conteúdos curriculares de até 3 (três) disciplinas com defasagem de aprendizagem e a 1ª série do ensino médio.
Artigo 9º - Caberá à equipe gestora, ouvido o professor da classe ou da disciplina, decidir sobre a utilização dos mecanismos de apoio escolar, de que tratam os incisos I e II do artigo 3º, em reunião do Conselho de Classe/Ano, com parecer do Supervisor de Ensino da unidade escolar e homologação do Dirigentem Regional de Ensino.
Artigo 10 - a atribuição de classes e de aulas de recuperação intensiva dar-se-á conforme as regras do processo regular de atribuição de classes e aulas.
Parágrafo único - As classes e as aulas de recuperação intensiva poderão constituir e ampliar a jornada de trabalho do docente titular de cargo, e, também se for o caso, compor sua carga suplementar.
Artigo 11 – no corrente ano, excepcionalmente, a equipe gestora da escola poderá providenciar, se houver demanda, a formação de classes de recuperação intensiva, no período de 16 a 20 de janeiro, observados os termos desta resolução, no que couber,
Artigo 12 - As escolas que mantêm organização curricular de ensino fundamental até a 8ª série deverão proceder às adaptações necessárias ao cumprimento do disposto nesta resolução.
Artigo 13 – a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica baixará as instruções que se fizerem necessárias ao cumprimento do disposto nesta resolução.
Artigo 14 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial as Resoluções SE nºs 92 e 93 de 8.12.2009.

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